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Ricardo Araújo: “Em Guimarães, espaço já deixou de pertencer ao imaginário”

Redação
Política \ sexta-feira, julho 03, 2026
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Presidente da Câmara realçou que Arquinho, Pevidém e polo da Fibrenamics no Avepark posicionam o território para adaptar a capacidade produtiva às indústrias aeroespaciais e de defesa.

O dia em que o Conselho de Ministros se reúne em Guimarães, eventualmente para lançar o programa de comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, em 2028, iniciou-se com a conferência “Portugal no Espaço”, onde se discutiu a relevância do espaço não só como “próxima fronteira tecnológica”, mas também como garante de soberania, de uma defesa mais robusta, de uma economia mais eficiente e de serviços públicos mais ágeis, nomeadamente no que respeita à proteção civil, como a prevenção de cheias e de incêndios.

A abertura da sessão decorrida no foyer do Centro Cultural Vila Flor esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo. O autarca enalteceu a forma como Guimarães está bem posicionado para aproximar o conhecimento e a indústria, através da Universidade do Minho e dos demais centros de conhecimento e investigação e ainda das empresas da região, de setores com tradição que podem servir a defesa e o setor aeroespacial com “alto valor acrescentado”.

“A Câmara está a dar passos sólidos para contribuir para a soberania tecnológica e industrial de Portugal no espaço. Em Guimarães, o espaço já deixou de pertencer ao imaginário”, salientou.

Ricardo Araújo destacou que a antiga fábrica do Arquinho, em processo de requalificação, vai organizar “conhecimento, talento e investigação aplicadas”, que a antiga fábrica do Alto, pronta a ser transformada numa fábrica de satélites óticos “com expressão tangível e capacidade produtiva”, e que o Minho Defense Hub, núcleo da Fibrenamics a funcionar no Avepark, são exemplos de “uma âncora industrial que se transforma numa cadeia de valor territorial”. “Esta agenda não é só sobre satélites. É sobre a economia real e sobre a capacidade produtiva para servir as indústrias aeroespacial e de defesa”, disse.

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