Paulo Portas toma posse como comissário-geral para 900 anos de Portugal
Anunciado em 03 de julho, pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, como comissário-geral para o programa comemorativo dos 900 anos de Portugal, a propósito dos 900 anos da Batalha de São Mamede, que se assinalam em 24 de junho de 2028, Paulo Portas tomou posse numa cerimónia decorrida na quarta-feira, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, onde vincou “o sentido imperativamente nacional que caracteriza as celebrações”. “É uma celebração de todos”, salientou.
O antigo ministro da Defesa, entre 2002 e 2005, e dos Negócios Estrangeiros, entre 2011 e 2013, antes de se tornar vice-primeiro-ministro, entre 2013 e 2015, lembrou que a Batalha de São Mamede, em 24 de junho de 1128, é o marco militar de referência para a origem de Portugal, assim como é o Tratado de Zamora a nível político, ao ser assinado em 1143, entre D. Afonso Henriques, filho dos condes portucalenses, e o rei Afonso VII de Leão e Castela, e a bula “Manifestis Probatum”, assinada pelo papa Alexandre III em 23 de maio de 1179, marco diplomático que valeu o reconhecimento da Santa Sé.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães reconheceu Paulo Portas como "uma figura nacional e internacional de grande prestígio", sublinhando o seu percurso em elevadas funções de Estado e a sua experiência nas áreas da diplomacia e das relações internacionais.
Convencido de que o perfil de Paulo Portas contribuirá para projetar, em Portugal e no mundo, o significado histórico do 24 de Junho de 1128 e o papel de Guimarães enquanto cidade-berço, Ricardo Araújo vinca que as comemorações dos 900 anos de Portugal são oportunidade para conferir ao 24 de Junho de 1128 o “reconhecimento histórico que lhe é devido”, ao celebrarem a fundação de Portugal a partir de Guimarães.
Responsável por presidir à cerimónia, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, frisou que as comemorações devem chegar às escolas, às instituições de Ensino Superior, aos museus e aos monumentos, envolvendo municípios, comunidades locais, agentes culturais, investigadores, associações e sociedade civil e mobilizando diferentes gerações e territórios, no âmbito de “um programa plural, participado e distribuído por todo o país”.