Obra na EB 2 e 3 de Pevidém segue por mais três meses, com trabalhos a mais
Iniciada em 14 de julho de 2025, com um prazo de execução de 365 dias e um orçamento de 11,9 milhões de euros, a requalificação da Escola EB 2 e 3 de Pevidém vai ser concluída para além da data inicialmente prevista e com um custo total superior àquele com que foi adjudicada à empresa Costeira.
A Câmara Municipal aprovou, nesta segunda-feira, por unanimidade, a prorrogação do prazo de execução da obra por mais três meses e a execução de trabalhos complementares de quase 511 mil euros, distribuídos pela necessidade de demolir estruturas enterradas (26 mil), de executar pavimentos térreos (335 mil euros), de executar platibandas, estrutura que visa esconder os telhados (66 mil) e caixas de estores (mais de 83 mil). A proposta votada em reunião quinzenal inclui ainda um valor adicional de quase 234 mil euros para custos de estaleiro e prolongamento de aluguer das instalações provisórias.
Em dezembro de 2025, o presidente da Câmara assumiu que gostaria de ver a obra concluída até 30 de junho, até para garantir o financiamento em pleno do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do mecanismo NextGenerationEU, mas, neste momento, o autarca prefere não adiantar datas para a inauguração da renovada escola em Pevidém.
“Prefiro não anunciar datas. As obras naquela escola prolongaram-se mais no tempo do que estava previsto. (…) Não quero dar já uma data para a inauguração da escola de Pevidém, porque, efetivamente, até lá pode acontecer muita coisa. No passado, anunciava-se muitas inaugurações”, assume, em declarações aos jornalistas.
O autarca referiu ainda estar em curso “o maior volume de obras de sempre em Guimarães”, o que também dita, a seu ver, atrasos em algumas das obras, até pela pressão para o cumprimento dos prazos do PRR. “Estamos a viver o maior período de investimento público em Guimarães. Temos, hoje, mais de 100 milhões de euros de obras em curso. (…) Há obras mais rápidas do que outras. Há as dificuldades que acontecem no terreno, mas está tudo dentro do controlo e da monitorização que é necessária”, detalhou.