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Por culturas há meio século navegadas…

Vítor Oliveira
Opinião \ sexta-feira, abril 17, 2026
© Direitos reservados
Momento solene dignificou uma história com 50 anos e homenageou aqueles que contribuíram – e continuam a contribuir – para a sua afirmação e crescimento. Em Guimarães, em Barco.

Nos tempos que correm, há poucas entidades que se dedicam à promoção do associativismo. Genuíno, puro, autêntico, daquele que se fomenta a pensar nas pessoas e no desenvolvimento de uma comunidade. Em Guimarães, porém, há muitas instituições que refletem estas características. É o caso do Grupo Cultural e Recreativo de Barco, fundado em 1976, que comemorou há dias o seu primeiro meio século.

Ao longo destas cinco décadas, esta associação do Norte do concelho de Guimarães tem contribuído para a promoção cultural, social e desportiva da comunidade onde se insere, promovendo amplas iniciativas ao longo do ano, com poucos recursos, mas com valiosas iniciativas culturais, ocupação de tempos livres, bem-estar e melhor qualidade de vida àqueles que vão fazendo a sua história.

E é justamente por isso que o Grupo Cultural e Recreativo de Barco é credor de reconhecidos e justos méritos. Trabalha em prol da comunidade de uma forma transversal e multidisciplinar, sem deixar de valorizar o seu património, estando a decorrer a conclusão das obras de remodelação da sua Sede Social.

Mas, aos 50 anos, o Grupo Cultural e Recreativo de Barco destaca-se por outro cambiante. José Miranda, um exemplo de dedicação, cordialidade, humildade e de saber-estar nas mais diferentes facetas da vida, foi o rosto da instituição durante 37 anos. Hoje, o jovem Nuno Miranda assume a presidência há já três anos.

E definiu como um dos objetivos a angariação de novos sócios e a atração de novos elementos para uma instituição que não se deixa envelhecer, combate a interioridade e promove as boas práticas associativas, com a sua mítica fanfarra como um dos seus “estandartes” a nível regional e nacional.

O Grupo sofreu uma reorganização na sua estrutura diretiva, com a inclusão de elementos mais jovens que, orientados pelos conhecimentos e conselhos daqueles que o serviram há mais anos, acrescentaram-lhe dinamismo e vivacidade, procurando atingir uma projeção que não tinha conseguido até então.

Meio século de memórias

A história da instituição nasce em 1973, quando um grupo de amigos se uniu para animar e promover as atividades culturais e desportivas destinadas à população da freguesia de Barco. Sem sede, mas com muita vontade de trabalhar, juntavam-se nas habitações próprias ou numa sala da casa paroquial. E assim começaram a dar os primeiros passos…

Mais tarde, a 28 de março de 1976, a informalidade deu lugar à formalidade e a Associação foi oficialmente criada com o nome de Grupo Cultural e Recreativo de Barco, formando-se também nessa altura a Fanfarra.

Em franco desenvolvimento, em 1980, o Grupo Cultural e Recreativo de Barco estava organizado em diversas secções dirigidas por diferentes delegados, desde o desporto, passando pela música, biblioteca, teatro até à fotografia.

Com o número de atividades a aumentar, a sala da casa paroquial tornou-se pequena. Juntaram-se esforços e nasceu um edifício que alberga a sede de Junta de Freguesia e o Grupo Cultural e Recreativo de Barco, que partilham um imóvel inaugurado em 1995.

Este foi um dos grandes desafios e aspirações concretizadas. Trata-se de um espaço que permite a realização das mais diversas atividades e que funciona como um ponto de encontro para associados, mas também para os habitantes de Barco. Um verdadeiro centro cívico… com alma e vida própria!

“O aniversário é um momento de todos nós, porque 50 anos não se improvisam - vivem-se, constroem-se e celebram-se com todos”, realçou o jovem Nuno Miranda, enquanto preparava a Gala Comemorativa do 50° Aniversário, o momento alto das celebrações que decorrem ao longo de todo o ano de 2026.

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