Domingo vai ser… quinta-feira!
Têm sido de chuva estes últimos dias. Ontem, quinta-feira, terá sido o dia da semana com maior taxa de… precipitação! Choveu, choveu e choveu. Foi assim em Gondomar, quando Gouveia e Melo esteve em contacto com a população. Assim foi também em Gaia. A passageira nuvem cinzenta parecia que estava… (A)furada!
De manhã, houve quem desmarcasse a agenda. O Almirante não! Foi Gondo(mar) adentro e cumprimentou jornalistas, vendedores e consumidores. Os que entravam a norte, pelo lado esquerdo da feira. Ou a poente, oriundos do lado direito.
Questão central nestas coisas: candidato presidencial que se preze tem de combater a intempérie! Tem de se resguardar dela ou abrir o guarda-chuva em pleno janeiro. Normal. Talvez o mês seja propício. Faz parte.
Esta quinta-feira, de repente, ao início da tarde, quando Henrique Gouveia e Melo se preparava para entrar na Rua das Flores, na mui nobre e leal cidade invicta do Porto, o sol rasgou o céu!
Num ápice, as nuvens fugiram. A bulha sonora dos bombos ocupava agora o lugar dos trovões, que ameaçavam lá em cima. Mas que nunca se concretizou! “Domingo, dia 18, o voto é em Henrique Gouveia e Melo”, ouvia-se no megafone da campanha.
De sorriso rasgado, chegou o Almirante. Começou a descer a Rua das Flores. Foi apenas dar uma… volta! Ou duas. No topo da rua, o estandarte de Portugal e a bandeira azul da candidatura cruzavam-se inadvertidamente. Poucos repararam, mas fizeram um “V” em direção ao céu, que antes lacrimejava.
Gouveia e Melo passa pelas bandeiras e volta a sorrir. Não se cansou nunca de cumprimentar. Com um apertado “bacalhau” aos senhores ou com dois beijinhos às senhoras. Do lado direito e na face esquerda, como mandam as regras do cavalheirismo.
A maioria das pessoas que subia (ou descia) a Rua das Flores estava recetiva. Não fechavam a cara, nem exibiam rosto militar. Houve, até, quem piscasse o olho. E houve também quem acelerasse… para não perder o Metro!
Nos cafés, as televisões centravam-se na Venezuela. Maria Corina Machado, Prémio Nobel da Paz 2025, anunciava que ia entregar a sua medalha a Donald Trump. O Presidente dos EUA ia ficar com uma medalha que não lhe pertence, que não é dele!
Notícias agora da Europa. Contingentes militares estavam a seguir para a Gronelândia, a ilha da Dinamarca que Trump se quer apropriar. O mesmo Trump que, há um ano, “levou” Gouveia e Melo a anunciar a sua candidatura à Presidência da República. Para defender o nosso território. Ilhas, incluídas: Madeira e Açores, onde os EUA têm a Base Aérea das Lajes.
Voltemos à campanha.
De lá de cima, caíam agora confetis, na Rua das Flores. Com o Almirante a ser erguido pelos seus apoiantes, o Homem conhecido por ter os pés bem assentes na terra estava agora… no ar! Nesta altura, os seus 1,93 metros eram agora (bem) maiores.
As horas avançavam. E a coluna humana de apoio continuava a… descer a rua! Lá em baixo, a Alfândega esperava os rostos da candidatura. A gravidade da artéria portuense ajudava a “empurrar”. Pareciam que estavam a percorrer o boletim de voto. Com o olhar. Até chegar ao fim dele.
Chegaram, finalmente, até ao… fim! A bom porto. Faltavam poucos metros para entrar na Alfândega, a repartição governamental oficial de controlo de movimento de entradas e de saídas. O Almirante entrou! E, quando chegou lá baixo, à marginal do rio Douro, subiu ao palco…