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Ricardo Araújo crê que Área Metropolitana pode elevar escala ao Minho

Redação
Política \ quinta-feira, julho 09, 2026
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Presidente da Câmara Municipal de Guimarães admitiu que a estrutura pode melhorar capacidade de planeamento para a mobilidade, a habitação, o crescimento económico e a atração de população.

Uma futura Área Metropolitana do Minho pode elevar a escala da cooperação entre os municípios da região Minho e melhorar o planeamento de áreas como a mobilidade, a habitação, o crescimento económico e a atração de população, defendeu o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, nesta terça-feira.

“Sou um defensor da Área Metropolitana do Minho. A região precisa de ganhar voz, e isso só é possível se houver uma estrutura de coordenação”, afirmou Ricardo Araújo, durante a conferência anual da Fundação Mestre Casais, intitulada “Olhar o futuro a partir do Pentágono Urbano do Minho”. “Juntos somos mais fortes, e isso é inequívoco. Agora é tempo de estruturar e organizar este novo ciclo da região, criando condições para planear e executar em conjunto”, sublinhou.

Ricardo Araújo apontou como exemplo concreto a articulação entre a Comunidade Intermunicipal do Ave e a Comunidade Intermunicipal do Cávado na nova geração do transporte público rodoviário, com as duas CIM a avançarem conjuntamente para a prestação do serviço. “Pela primeira vez, as duas CIM vão lançar o concurso de prestação de serviços do transporte rodoviário”, destacou, sublinhando que esta cooperação acompanha uma realidade já vivida diariamente pelas populações. “Há um movimento que já é natural entre as pessoas e que conhecemos entre estes dois territórios. Há disponibilidade, vontade e uma prioridade política definida. É precisamente isso que permite avançar e dar tradução concreta à cooperação entre os territórios”, reforçou.

O Presidente da Câmara de Guimarães ligou esta visão supramunicipal à ambição de um novo ciclo de crescimento para Guimarães. “Eu quero que Guimarães volte a crescer. Quero que Guimarães tenha mais gente, tenha mais jovens”, salientou, apontando a habitação, a mobilidade, a diversificação económica e a criação de emprego qualificado como condições essenciais para atrair e fixar população. Num concelho territorialmente disperso e fortemente interligado com a região, destacou ainda a mobilidade como uma prioridade: “Hoje, a mobilidade é um fator de acesso às oportunidades. É um fator de democraticidade no acesso às oportunidades”.

A iniciativa reuniu os Presidentes das Câmaras Municipais dos cinco concelhos, bem como o Reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, a Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Alexandra Malheiro, e o Presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Rodrigues. A sessão de abertura contou ainda com a participação do Presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.

A cooperação foi também a ideia transversal às restantes intervenções. Na sessão, o Presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, defendeu que “é necessária uma nova cultura baseada na cooperação”, salientando que “os desafios que se colocam aos municípios são demasiado complexos para serem resolvidos numa só escala de decisão”.

Na mesa-redonda dedicada à Academia, a mesma visão encontrou eco nas instituições de ensino superior. A Presidente do IPCA, Alexandra Malheiro, destacou a articulação já existente entre academias, municípios e empresas; o Presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, defendeu a valorização de complementaridades entre instituições e territórios e o Reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, apontou a necessidade de “mais coordenação” entre as instituições de ensino superior.

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