Margarido: “Temos de nos inspirar no jogo que o Vitória fez há duas épocas”
Vitória SC e Sporting de Braga reencontram-se para mais uma edição do Dérbi do Minho nesta segunda-feira, no encerramento da quarta jornada da Liga Portugal Betclic. O treinador vitoriano, Tiago Margarido, não espera menos do que um “dérbi quente”, sem favoritos, onde o único foco de qualquer das equipas será ganhar.
O horário do pontapé de saída é as 18h15, e o palco é o Estádio Municipal de Braga, onde o técnico de 37 anos venceu para o campeonato na época passada, ao serviço do Nacional, por 1-0. Margarido reconheceu, contudo, que jogar na Pedreira como treinador do Nacional e como treinador do Vitória é diferente, afirmando que se prefere inspirar no êxito alcançado pelo emblema de Guimarães há duas épocas, quando triunfou no reduto do rival por 2-0, sob o comando de Rui Borges, em 15 de setembro de 2024.
“Foi um jogo feliz para nós enquanto equipa técnica, naquele contexto, mas este é um jogo completamente diferente, com cariz de dérbi. Mais do que nesse jogo, temos de nos inspirar no jogo que o Vitória fez há duas épocas, em que venceu por 2-0. Esse jogo tem de nos servir de inspiração, no que concerne à qualidade de jogo que a equipa colocou em prática e nos valores do Vitória que estiveram implícitos", assumiu.
Sem esclarecer se vai utilizar Yeimar Mosquera, finalmente apto após a resolução do impasse burocrático que o afastava dos relvados, o treinador realçou que o médio Lohann Doucet agarrou a oportunidade para se afirmar a titular no meio-campo, ajudando muito a equipa no passe longo e na agressividade. Esses fatores podem ter influência no curso de um jogo em que pede ao Vitória “foco, entrega e inspiração”, os únicos fatores que vão contar após o apito inicial de André Narciso.
Quanto aos arsenalistas, Tiago Margarido realçou que o maior volume de jogos na fase inicial da temporada e que o facto de terem apenas realizado um encontro para o campeonato, frente ao Moreirense (2-2), são desvantagens para a sua equipa técnica.
“São desvantagens para nós, enquanto equipa técnica, no sentido de identificar o processo que o adversário vai colocar contra nós. Os jogos europeus têm cariz diferente dos jogos da I Liga portuguesa. Só temos um jogo de amostra para analisar o adversário. Relativamente ao ritmo competitivo, têm seis jogos europeus e um entre portas, mas, a partir do momento em que o árbitro apita, nada disso vai contar. O que contará é o foco, a entrega e a inspiração. Estaremos, com certeza, no nosso máximo”, disse.
O timoneiro defendeu ainda que o Vitória deveria ter mais pontos nesta fase, face à qualidade de jogo apresentada.
“No primeiro jogo, tivemos indicadores muito favoráveis de qualidade de jogo. Não merecíamos, de todo, perder. Em Alvalade, penso que merecíamos trazer um ponto. Contra o Nacional, a vitória é inequívoca. A equipa já produziu o suficiente para ter mais pontos. Os indicadores deixam-nos satisfeitos. Nem tudo estava mal quando perdemos com o Arouca. Nem tudo está bem quando perdemos com o Nacional. A equipa vai crescer muito mais para a frente”, detalhou.