Moreirense quer reagir em Rio Maior após pior jogo da era Botelho da Costa
De regresso à competição após o interregno desencadeado pelo adiamento da receção ao Benfica, referente à terceira jornada, fruto da presença das águias no play-off da Liga Europa, o Moreirense FC quer dar uma imagem diferente daquela que deixou em Arouca, na goleada de 4-0 sofrida na segunda jornada, na visita ao Casa Pia, relativa à quarta jornada e marcada para as 18h00 de domingo.
“Desde que cheguei ao Moreirense, foi provavelmente o jogo menos conseguido da equipa. Estivemos desorganizados, que é algo que não somos. Entrámos competitivos, mas perdemos competitividade, com os erros. Mais do que para o Casa Pia, uma equipa bem trabalhada, temos de olhar para nós, para mostrarmos o que somos, o que fizemos na pré-época e também no jogo com o Braga”, salientou Vasco Botelho da Costa, na conferência de imprensa de antevisão ao desafio.
Embora as emoções suscitadas pelo desaire em Arouca motivasse a equipa a cumprir mais 90 minutos o mais rapidamente possível, para comprovar que o verdadeiro Moreirense não esteve em campo naquele jogo, o treinador admitiu que é preciso ver a situação com racionalidade. No seu entender, a pausa gerada pelo adiamento do encontro com o Benfica permitiu maior adaptação a alguns dos reforços mais recentes e a evolução da equipa nalguns aspetos do jogo.
Quanto ao encontro marcado para o Estádio Municipal de Rio Maior, o técnico referiu que os seus pupilos estarão atentos ao que o Casa Pia, equipa sem pontos, após três derrotas nas três primeiras jornadas, será capaz de fazer ofensivamente e defensivamente, mas a formação cónega quer estar focada em si para se impor e conquistar os três pontos.
Vasco Botelho da Costa considerou ainda que a contratação de Tiago Andrade, extremo de 20 anos oriundo do FC Porto é capaz de jogar “por dentro e por fora”, “à esquerda e à direita”, e está preparado para o duelo em Rio Maior, embora ainda não esteja ambientado “às ideias da equipa”, e referiu que a prioridade é ter um plantel mais forte, quando a janela de transferências encerrar, a 4 de setembro.
“Se me dessem a possibilidade de continuar com o Diogo Travassos, eu diria logo que sim. O plantel está praticamente fechado, mas, até ao último dia, há sempre arestas a ser limadas. Temos tido jogadores cobiçados. Queremos trabalhar com quem temos à disposição”, salientou.
O técnico disse também que o Moreirense está atento à “muita qualidade nas camadas jovens em Portugal que não é aproveitada”, numa alusão aos jogadores formados no Benfica, no FC Porto e no Sporting sem espaço nos plantéis principais, e realçou que o clube quer, cada vez mais, formar jovens para a equipa principal entre portas, fruto da entrada do fundo Black Knight Football Club para o capital da SAD, em 2025, que tem acelerado o investimento na academia.