Fábrica BSC IA visa acelerar negócios, da agricultura à indústria
A divulgação da Fábrica BSC AI, projeto com sede no Centro de Supercomputação de Barcelona (BSC), que reúne ainda a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), o Conselho de Investigação Tecnológica da Turquia (Tübitak) e o Instituto Nacional para Investigação e Desenvolvimento em Informática, da Roménia, passou esta segunda-feira por Guimarães, mais propriamente pelo campus de Azurém da Universidade do Minho.
Financiada pelo programa Horizon, da União Europeia, e pelo Ministério para a Transição Digital de Espanha, a estrutura visa acelerar a inovação das empresas que dela disponham e o acesso a equipamentos de computação avançada para esse fim, como o Deucalion, em Azurém. Na apresentação desta segunda-feira, empresas ligadas à otimização industrial, à agricultura e até ao cuidado de animais domésticos marcaram presença em Guimarães para falarem dos seus projetos de inovação.
“No caso de Portugal, identificámos como áreas estratégicas a energia, a saúde, os LLM (large language models de IA) nacionais e a visão por computador. A IA traz ganhos em todas as atividades, desde a agricultura à medicina mais avançada”, realçou o vice-presidente da FCT, João Nuno Ferreira, à imprensa.
A maturação do conhecimento científico, produzido nas universidades, em serviço e produto exige recursos computacionais como os que oferece a BSC IA Factory, acrescentou. "A investigação e a inovação são, muitas vezes, vistas com um fosso no meio, quase a não comunicarem. Aqui são exemplo de um contínuo. Estamos a terminar a instalação do poder computacional da fábrica, mas já estamos a usar o Deucalion, que dá para inovação. Quando tivermos as novas plataformas, teremos mais poder de cálculo para inovação”, acrescentou o responsável.
Ao lado, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães realçou que a parceria entre a FCT, a UMinho, a autarquia e as empresas é “estratégica para a afirmação de Guimarães como centro de inovação internacional". "Apresentámos a capacidade instalada desta fábrica de inteligência artificial, do supercomputador, o Deucalion, e do novo investimento do Governo num novo centro de dados em Azurém, avaliado em mais de cinco milhões de euros. São fatores de competitividade do território", observou.