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Eleições VSC: Viriato quer votos por correspondência esclarecidos

Tiago Mendes Dias
Desporto \ domingo, junho 14, 2026
© Direitos reservados
Segundo as informações transmitidas à lista C, foram contabilizados 33 votos por correspondência entre os 120 pedidos por sócios nessa condição. Candidato defendeu ainda que era precisa recontagem.

Concluído o ato eleitoral mais equilibrado da história do Vitória SC, transposto nos 2.028 votos atribuídos à lista D, de Rui Rodrigues, e nos 2.026 entregues à lista C, de Viriato Sampaio, segundo a divulgação dos resultados eleitorais deste sábado à noite, por parte do presidente da mesa da assembleia-geral em exercício, João Henrique Faria, a candidatura “Vencer, sentir, crescer” quer ver esclarecida a votação por correspondência.

Numa conferência de imprensa promovida ao final desta tarde, Viriato Sampaio afirmou, em nome da lista C, ter a informação de que foram contabilizados 33 votos por correspondência após 120 sócios nessa condição terem pedido para exercer o seu direito.

“Torna-se indispensável que o Vitória esclareça quantos sócios solicitaram o exercício do voto por correspondência, quantos boletins de voto foram enviados a esses sócios, quantos boletins de voto foram recebidos pelo Vitória até ao início do ato eleitoral, solicitando evidência da hora do último levantamento nos CTT e quantos boletins de voto foram expedidos pelos sócios até 11 de junho e que possam ainda chegar ao Vitória até amanhã [segunda-feira]”, disse, ao lado dos candidatos à vice-presidência.

Para o sócio número 1.994 dos vimaranenses, é preciso declarar a nulidade do ato eleitoral e determinar a sua repetição se se demonstrar que “pelo menos dois sócios do Vitória manifestaram interesse em votar por correspondência e que o clube não procedeu ao envio dos respetivos boletins de voto”, que o Vitória “não levantou pelo menos dois boletins de voto enviados por sócios” ou “pelo menos dois boletins de voto cheguem ao Vitória até amanhã [segunda-feira]”.

“Porquanto, mesmo que não se apure uma alteração da lista vencedora em resultado da consideração destes votos, a mera possibilidade de influência no resultado eleitoral constitui fundamento bastante para a apreciação da validade do ato”, acrescentou.

A lista C considerou ainda que o facto de o presidente da MAG não impor uma recontagem no sábado demonstrou falta de “bom senso” e defendeu que as assinaturas das atas pelos elementos das quatro listas em cada uma das sete mesas de voto deveriam ter sido realizadas após conhecida a contagem global.

“Se quem estava na presidência de cada mesa tivesse consciência que, no final, ia haver uma diferença de dois votos, quer os elementos de cada mesa e o presidente da mesa iriam solicitar uma recontagem, não estando a dizer que a contagem teve problemas. Estou a dizer que o bom senso manda fazer isso. Faria mais sentido assinar as atas após estar realizada a contagem total”, disse.

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