Cultura ibero-americana das tunas regressa ao Ave na maior edição
A cidade-berço é o centro nevrálgico da edição mais ambiciosa de sempre do Encontro Internacional de Tunas Académicas (EITA), a decorrer entre esta quarta-feira e 30 de junho, em cinco municípios da Comunidade Intermunicipal do Ave.
Mais de mil participantes de seis países, a maioria deles portugueses – cerca de 600 -, reúnem-se em Guimarães, Fafe, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso e Vizela para sete dias de programação gratuita ao público.
Com tunos ainda provenientes de Espanha, Porto Rico, México, Colômbia e Chile, o EITA de 2026 desenrola-se sob o tema “O Património por Descobrir”, que tenciona assumir o universo das tunas ibero-americanas como “património vivo, espaço de criação contemporânea e ponto de encontro multicultural”. “O festival cruza música, reflexão, território e espaço público, aproximando diferentes gerações de uma herança cultural com forte presença global, mas frequentemente circunscrita aos seus círculos habituais”, lê-se no comunicado.
Entre as iniciativas que sobressaem no programa, incluem-se o TunaeTalks, ciclo de debates relativo a temas como a diplomacia cultural ibero-americana, os desafios da tradição na era digital e os novos modelos de festivais e redes internacionais, na black box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), a exposição “Tuna: Matriz Ibérica, Identidade Global”, na Sociedade Martins Sarmento, e o cruzamento de linguagens, através da colaboração do artista português José Alberto Reis, do Coro En’Canto e do cantautor mexicano Luis Carlos Gago, bem como das colaborações entre tunas de diferentes países cultivadas em residências artísticas que geram apresentações conjuntas.
Promovido pela associação vimaranense Pautas e Harmonias, com o apoio dos municípios de Guimarães, Mondim de Basto, Vizela, Póvoa de Lanhoso e Fafe, da Comunidade Intermunicipal do Ave, da Embaixada de Espanha em Portugal e de diversas entidades culturais ibero-americanas, o EITA prevê reunir 15 mil espetadores e afirmar-se como “motor de dinamização turística e económica no território do Ave, promovendo a democratização do acesso à cultura através da gratuitidade do espaço público”.