Câmara vinca que PDM não prevê nem determina eliminação da ecovia
Após a movimentação do Laboratório de Ação Cívica (LAC), com o lançamento de um site a reivindicar a preservação dos 2,5 quilómetros da ecovia entre a extremidade sul da Avenida D. João IV e a área da Academia de Ginástica de Guimarães, e de uma petição pública a opor-se a uma eventual nova estrada que coincida com esse traçado, a Câmara Municipal de Guimarães emitiu esta quinta-feira um comunicado a esclarecer que a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), recém-aprovada em reunião de Câmara não impõe a “eliminação da ecovia existente, nem a definição de uma solução técnica que imponha a sua substituição por uma infraestrutura rodoviária”.
“A representação desta infraestrutura na carta de ordenamento do Plano [Diretor Municipal], elaborada à escala de planeamento de 1:10 000, possui natureza estratégica e indicativa, não correspondendo ao traçado definitivo da via, nem ao respetivo perfil transversal”, indica o comunicado, acrescentando que a eventual concretização da via requer “estudos específicos de mobilidade, ambientais e de integração urbana, bem como do subsequente desenvolvimento das fases de estudo prévio e projeto de execução”.
A autarquia sublinha que “a compatibilização da futura via com os percursos de mobilidade suave existentes ou a eventual redefinição destes” é uma “matéria a avaliar e concretizar em sede de projeto, após a realização dos estudos técnicos necessários”.
“Qualquer solução futura deverá considerar as características do território envolvente, os usos existentes, os valores ambientais identificados e os princípios de integração urbanística e paisagística, procurando assegurar um adequado equilíbrio entre as necessidades de mobilidade e a salvaguarda das condições urbanas e ambientais da área em causa”, lê-se.
A previsão da via de ligação enquadra-se no objetivo de “reforçar a conectividade da malha urbana e melhorar as condições de circulação entre diferentes setores da cidade”, constando do PDM em vigor desde 2015.
A estratégia de mobilidade municipal, salienta ainda a Câmara, contempla simultaneamente “a promoção dos modos suaves, o reforço do transporte público e a qualificação da rede viária”.
“Neste quadro, as novas ligações viárias previstas não visam fomentar processos de urbanização adjacente nem promover o aumento da dependência do transporte individual, mas antes melhorar a distribuição dos fluxos de trânsito, reduzir constrangimentos na circulação e criar melhores condições para o funcionamento global do sistema de mobilidade”, conclui a nota.