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CAAA, Palácio Vila Flor e associação Muralha inauguram exposições

Redação
Cultura \ sábado, maio 02, 2026
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Centro para os Assuntos de Arte e Arquitectura exibe trabalhos do cubano Michel GMG e ligados ao projeto Roots. Palácio Vila Flor mostra “Só me saem duques e cenas tristes”. Muralha expõe fotografia.

A inauguração de várias exposições de arte pela cidade marca o primeiro sábado de maio. O Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura (CAAA), em particular, inaugura três exposições e uma instalação artística às 16h00.

Formado em Artes Visuais pela Escola Profissional de Artes Plásticas de Pinar del Río, em Cuba, Michel GMG é o autor de “Estamos en una reunión”, exposição que “propõe um espaço de reunião crítico, catalisador de diálogo, conflito e possibilidade política, onde se colocam em tensão narrativas oficiais, ideologias impostas e vozes dissidentes”, lê-se na nota do CAAA.

À mesma hora, são inauguradas mostras associadas à residência artística Roots 2025, projeto oriundo do Laboratório de Actividades Criativas (LAC), sediado em Lagos, que aborda o fenómeno da escravatura através de uma visão contemporânea, criando “novas rotas e fluxos transculturais, através da reflexão da diversidade cultural dos países outrora colonizadores e colonizados e as suas influências na criação de uma miscigenação global e plural”.

Uma das mostras designa-se “Roots_Migração, identidade, transculturalidade” e reúne obras de Amadeo Carvalho, Marilú Mmaapengo Námoda, Modou Dieng Yacine e Sara Baga, com curadoria de Patrícia Leal e Francisco Vidal.

Já “Uma porta em cada canto”, de Ricardo Cruzes e Rui Vargas, resulta do convite do LAC para integrar a circulação da exposição da residência Roots 2025 e consiste numa instalação site specific a partir de restos de construção civil, esculturas, fotografias e objetos encontrados em contextos díspares. “Entre engenharia e arquitetura sem função, o trabalho propõe estruturas para fruição, onde o sentido se dissolve no próprio processo. É neste território que se encontram: no desenho do absurdo, na acumulação sem finalidade, na indução do labirinto”, descreve a nota de apresentação.

As três exposições apoiadas pela Direção-Geral das Artes estarão patentes entre 2 e 30 de maio, enquanto “Il y avait un jardin” é uma instalação sonora de Dullmea, que estará poder-se-á ouvir entre 2 e 9 de maio, evocando um plano de água em vibração, sons de pássaros eletronicamente processados e uma planta suspensa imóvel, que oscila no seu reflexo, desfazendo-se e recompondo-se. “Entre ressonância e construção, a peça inscreve a possibilidade de um novo jardim. Havia um jardim, construamos outro”, lê-se no site do CAAA.

 

Convocar a “aleatoriedade, sorte e estratégia”

Inspirada numa expressão popular associada ao jogo de cartas, a exposição “Só me saem duques e cenas tristes”, de Hugo Flores, Luísa Abreu e Teresa Arêde, é inaugurada às 17h00, no Palácio Vila Flor. A mostra estará patente até 1 de agosto.

O trabalho convoca “noções de aleatoriedade, sorte e estratégia para questionar o lugar do indivíduo num contexto contemporâneo marcado pela crescente influência de sistemas complexos, nomeadamente os algoritmos”, resume o comunicado da cooperativa municipal A Oficina, que gere o espaço.

A mostra “problematiza as forças de poder no contexto de um jogo de probabilidades, forças e acasos que regulam as relações dos indivíduos com a arte, cultura e criação, evidenciando contradições e incoerências nos discursos dominantes”. “Ao mesmo tempo, aponta para a necessidade de resgatar uma ideia fundamental de liberdade, reposicionando a arte como espaço crítico e essencial de reflexão sobre o presente”, prossegue a nota.

 

50 anos de fotografia

Às 12h00, a associação Muralha inaugurou a exposição “João Lavadinho – 50 anos de fotografia”, que “não pretende ser um repositório de carreira, mas um olhar do próprio fotógrafo sobre a sua obra e o seu percurso, sobre aquilo que, ao longo de cinco décadas, a luz permitiu cristalizar em imagem e memória”.

João Lavadinho começou a fotografar de forma regular aos 12 anos de ida­de, em 1976.

Apesar da paixão pelo desporto automóvel (que o notabilizou desde muito cedo) e da ligação à publicidade (trabalhou para a agência McCann Erickson), nun­ca deixou de fotografar as cidades, Guimarães em particular, as paisagens, os ofícios e muito particularmente as pessoas que o convocavam, não pela tristeza, mas pela sua “beleza, serenidade e paz”, como afirmou logo nos primeiros anos da sua carreira.

A exposição encontra-se no piso 2 do Guimarãeshopping.

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