Mostra fotográfica no Museu Alberto Sampaio realça envolvência dos espaços
Os claustros do Museu de Alberto Sampaio acolhem, entre 2 e 15 de maio, uma exposição fotográfica alusiva ao projeto “refleƆtion”, da vimaranense Alexandra Fernandes, que vai além da “usual captação de imagem de um determinado local”.
A partir de um telemóvel e de um pequeno espelho de bolso, a iniciativa visa “capturar o ambiente envolvente numa lógica de exploração 360 graus”. “Surge da vontade de pertença a um espaço por inteiro e da ânsia e curiosidade de observar toda a envolvência”, realça a memória descritiva do projeto apoiado pelo IMPACTA, regulamento municipal para apoio a iniciativas e projetos culturais em Guimarães, no segundo semestre de 2025.
Iniciado como projeto pessoal de exploração fotográfica que se materializou como protótipo na 10.ª edição do Guimarães nocnoc, evento artístico entretanto descontinuado, o “refleƆtion” apresenta-se como “ferramenta criativa de exploração do território”, com exposições em Braga, no ano transato, em que a cidade dos arcebispos foi Capital Portuguesa da Cultura em 2025, e em Guimarães em 2026, ano em que a cidade-berço é Capital Verde Europeia.
Embora as questões de ambiente e sustentabilidade estejam à vista na exposição que será inaugurada no sábado, às 17h00, há outras dimensões do território de Guimarães que se evidenciam a partir do projeto desenvolvido com jovens vimaranenses, num processo que incluiu ainda recolha de sons da cidade e reflexões sobre o território, que podem ser explorados através de uma plataforma digital, disponível através de um código QR.
“Mais do que um conjunto de fotografias, refleCtion propõe uma forma de estar mais atenta, mais lenta e mais consciente. (…) Nesta lógica de pensamento, pretende ser um instrumento de criação artística, de empoderamento do indivíduo e de abertura a novas visões e formas de viver e explorar um determinado território, espaço e/ou situação", vinca a memória descritiva do projeto.