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AVLP recupera memória das Madrinhas da Guerra Colonial através das cartas

Redação
Cultura \ sexta-feira, julho 24, 2026
© Direitos reservados
A associação lança uma iniciativa que cruza as memórias da Guerra Colonial através das cartas e das designadas madrinhas dos combatentes, que vai resultar num evento, em setembro.

A Associação Veteranos Lanceiros de Portugal (AVLP), lançou a iniciativa "Cartas do Ultramar – Memória, Afeto e Identidade: As Madrinhas de Guerra Vimaranenses e os Combatentes", um projeto que valoriza a memória da Guerra Colonial, iniciada em 1961, em Angola, e concluída em 1974, após o 25 de Abril, através dos testemunhos das Madrinhas de Guerra e dos combatentes das forças armadas presentes nas antigas colónias portuguesas em África.

“A iniciativa pretende preservar um património humano pouco conhecido, destacando o contributo das mulheres que, através da correspondência enviada aos militares mobilizados, constituíram uma importante rede de apoio emocional durante o conflito. Simultaneamente, dá voz aos antigos combatentes de Guimarães, promovendo a partilha das suas memórias com a comunidade”, refere a AVLP, em comunicado.

A Associação Veteranos Lanceiros de Portugal (AVLP) convida antigas Madrinhas de Guerra, combatentes, familiares e toda a comunidade a participar ativamente, partilhando cartas, fotografias, objetos e testemunhos que possam integrar este arquivo coletivo e contribuir para a valorização da história vimaranense, a culminar num evento marcado para setembro.

"Do Minho a Timor as cartas levaram esperança e conforto a milhares de jovens portugueses mobilizados nas províncias Ultramarinas. Com este projeto homenageamos as Madrinhas de Guerra, preservando uma memória que pertence a todos e que importa transmitir às gerações futuras”, diz o presidente da AVLP, Fernando Rego.

Apoiado pelo IMPACTA, regulamento municipal para o apoio à cultura, o programa inclui uma exposição imersiva, painel de testemunhos, oficina intergeracional, instalação artística participativa e uma atuação musical de uma artista vimaranense, culminando na criação de um Arquivo Digital Comunitário com cartas, fotografias e testemunhos, cabendo a Beatriz Mendes a investigação, a contextualização histórica e as entrevistas e a Mafalda Mendes a coordenação de captação e edição de imagem.

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