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Mobilidade: Resolver o que ficou por fazer

Pedro Ferreira
Opinião \ quarta-feira, julho 01, 2026
© Direitos reservados
Guimarães tem hoje um executivo que assumiu a mobilidade como uma prioridade e que, em poucos meses, começou a transformar esse compromisso em decisões.

A mobilidade continua a ser um dos grandes desafios de Guimarães. Não se trata apenas de uma questão de trânsito ou de infraestruturas. Trata-se da qualidade de vida dos vimaranenses, do tempo perdido nas deslocações diárias e da capacidade de responder, com soluções eficazes, às necessidades de um concelho em evolução.

É precisamente neste contexto que deve ser entendida a recente aprovação do acordo de gestão entre o Município de Guimarães e as Infraestruturas de Portugal. Mais do que um procedimento administrativo, este acordo representa a capacidade de transformar uma necessidade identificada numa decisão concreta. Ao viabilizar a nova via segregada de ligação da Variante de Creixomil à EN206, dá-se um passo essencial para resolver um dos principais estrangulamentos rodoviários do concelho, uma intervenção há muito aguardada pelos vimaranenses.

Este passo ganha ainda maior significado quando olhamos para o passado recente. O desnivelamento do nó de Silvares representou um investimento de vários milhões de euros e foi apresentado, na altura, como a resposta para um dos principais constrangimentos rodoviários do concelho. No entanto, a realidade encarregou-se de demonstrar que essa solução ficou bastante aquém das necessidades. Poucos anos depois, continuamos a discutir intervenções no mesmo local para resolver problemas que deveriam ter ficado definitivamente resolvidos.

Esta será a maior evidência de que nem todo o investimento produz os resultados esperados. Quando uma infraestrutura exige, poucos anos depois, uma nova intervenção para resolver problemas que se mantiveram ao longo dos últimos anos, é legítimo questionar se o planeamento foi o mais adequado e se a resposta encontrada correspondeu verdadeiramente às necessidades do concelho.

A mobilidade foi uma das prioridades assumidas pela coligação Juntos por Guimarães no programa eleitoral apresentado aos vimaranenses. A melhoria das acessibilidades e a eliminação dos principais estrangulamentos rodoviários foram identificadas como objetivos estratégicos para o concelho.

Esta prioridade traduziu-se num conjunto de compromissos concretos para melhorar as acessibilidades, requalificar os principais eixos viários do concelho e criar melhores condições de circulação para os vimaranenses. Mais do que um conjunto de obras isoladas, foi apresentada uma estratégia integrada de mobilidade para responder aos desafios atuais e preparar Guimarães para o futuro.

O acordo de gestão entre o Município de Guimarães e as Infraestruturas de Portugal, demonstra que este compromisso começou a traduzir-se em resultados. Em apenas sete meses de mandato, o executivo vimaranense conseguiu desbloquear um processo que o Partido Socialista não conseguiu concretizar ao longo dos últimos anos, criando finalmente as condições para avançar com uma intervenção há muito aguardada.

O objetivo é, obviamente, que esta obra esteja concluída e passe a servir todos os que utilizam diariamente aquele acesso. Mas isso não diminui a importância do passo agora dado. Este acordo representa um avanço importante e necessário. Sem ele, a obra continuaria por concretizar; com ele, Guimarães fica hoje mais perto de resolver um problema que se arrasta há demasiado tempo.

A mobilidade continuará a exigir investimento, planeamento e uma visão a longo prazo. Haverá sem dúvida outros desafios pela frente e outras intervenções indispensáveis para responder às necessidades do concelho. Mas há uma diferença que importa sublinhar: Guimarães tem hoje um executivo que assumiu a mobilidade como uma prioridade e que, em poucos meses, começou a transformar esse compromisso em decisões. É este o caminho, assente na responsabilidade, no trabalho e na capacidade de decisão, que começa a marcar a diferença na forma de governar o concelho.

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