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Eleições Presidenciais – porque vou votar no Jorge Pinto

Pedro von Hafe
Opinião \ sexta-feira, janeiro 09, 2026
© Direitos reservados
O Jorge é o presente e o futuro de uma esquerda verde, progressista e europeísta.

Quando comecei a pensar em que consistiria o conteúdo da minha primeira colaboração com este Jornal tinha decidido expor o meu trajeto pessoal, que me tinha conduzido até aqui. Uma forma de enquadrar quem me lê e que ainda, naturalmente, não me conhece.

Mas, quando percebi que o artigo seria publicado a pouco mais de uma semana das eleições mais importantes de 2026 (ressalvando a estabilidade do sistema político nacional e internacional, que nos dias que correm parece algo periclitante), optei por me centrar neste tema, que me parece de superior importância.

A crónica de apresentação seguirá noutra altura, certamente, mas a minha posição aqui plasmada também, de certa maneira, resume o meu enquadramento político e pensamento ideológico.

Vivemos, atualmente, numa sociedade completamente virada à direita, com 60 deputados de extrema-direita na Assembleia da República e com todos os outros partidos de direita (e até os que se diziam de centro-esquerda) a cavalgar as narrativas da extrema-direita, que se baseiam em falsas perceções, espantalhos ideológicos e negações de direitos que tínhamos como adquiridos, e que em nada ajudam na resolução dos verdadeiros problemas dos portugueses. Temos até a bizarria do candidato liberal, no programa do Youtube ‘Bom Partido’ de Guilherme Geirinhas, dizer que prefere o 25 de dezembro ao 25 de abril. Internacionalmente, vivemos numa situação de tumulto como, provavelmente, não se via desde o fim da segunda guerra mundial.

É por isso, apesar dos poderes limitados do Presidentes da República Portuguesa, que esta eleição se apresenta como fundamental para estabelecer um ponto de equilíbrio na política portuguesa. Na definição de uma posição internacional condizente com o respeito do Direito Internacional e da importância do papel do Europeísmo na resolução dos conflitos mundiais e no reforço das sociedades democráticas baseadas no bem estar social de todos, como as que foram construídas na Europa do pós guerra.

Jorge Pinto parece-me o candidato mais indicado para representar a República Portuguesa, ele sim, é o candidato do Futuro. Jovem, com uma carreira académica e profissional bastante diversificada e consolidada, em Portugal e no estrangeiro.

É um candidato muito empático, que tem feito uma campanha em crescendo, definindo como temas mais importantes da campanha os temas que afetam, verdadeiramente, os portugueses - a crise na habitação, os problemas do Serviço Nacional de Saúde, a violência doméstica e a necessidade de um reforço do europeísmo (sendo, ao mesmo tempo, e bem, a favor da regionalização).

Um candidato, talvez o único, que internacionalmente, repudiou sem reservas a invasão Russa à Ucrânia, a invasão dos Estados Unidos da América à Venezuela e o genocídio perpetrado por Israel na Faixa de Gaza e a sua ocupação na Cisjordânia e que reforçou a necessidade da União Europeia ter um papel nesta redistribuição do xadrez internacional.

O Jorge faz uma campanha contra o ódio, contra a política de nos pôr uns contra os outros – remediados contra pobres, pobres contra miseráveis, miseráveis contra imigrantes, imigrantes contra imigrantes – sempre baseada na violência, no ódio e na mentira.

O Jorge é o presente e o futuro de uma esquerda verde, progressista e europeísta.

Como diz a Mandatária do Jorge Pinto, a incrível advogada Leonor Caldeira – ‘o meu Portugal ideal é um em que o Jorge Pinto é Presidente da República’ – o meu também. E por tudo isto, voto Jorge Pinto nas próximas eleições presidenciais.

 

Recomendação Cultural

Terminarei todas as minhas crónicas com uma recomendação cultural, que pode ir desde um livro, um filme ou um evento cultural a decorrer em Guimarães.

Na minha primeira crónica a minha sugestão é o evento organizado pelo Laboratório de Ação Cívica (grupo de cidadãos da qual faço parte) a realizar-se no dia 24 de janeiro de 2026 às 16 horas, no Auditório da Escola Francisco de Holanda – uma conversa sobre o estado da Democracia, com a presença da Professora Universitária Raquel Varela, do jornalista Miguel Carvalho e do agitador cultural vimaranense Carlos Mesquita e com a moderação da jornalista Natália Faria – terá entrada gratuita, pelo que vos convido a marcarem presença. 

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