Acreditemos que será assim!
Há muito que se repete e se visibiliza o quanto fascinante é a cidade, mas, em simultâneo, o quanto mais intrincada e complexa é a mesma. Na prática, o quanto útil e aprazível é o seu usufruto, o quanto difícil e cruzada é a sua gestão. E tal acontece porque à cidade são inerentes duas palavras: densidade e diversidade. Densidade no sentido da necessidade e da vantagem em rentabilização do espaço [urbano], infraestruturas, acessibilidades com a respectiva implicação [e potenciação] da complementaridade da rede de equipamentos, área livre, mobilidade e afins. Diversidade porque feita de camadas populacionais distintas nas suas naturezas e características [mas de condições e tratamento equitativos e justos], na sua percepção e apropriação, no seu interesse e avaliação da mesma.
Aqui, nesta diversidade, encontra-se plasmada a riqueza maximizada da cidade, identificando-se uma multiplicidade de verbos que comungam a letra V, V de Valor, de Vontade e de Vida como início e qualidade de uma história requintada e cosmopolita!
Existem aqueles que VIVEM a cidade, que a habitam e exercem a função primordial da mesma: abrigar e suportar relação; aqueles que VÃO e VÊM, ou seja, aqueles que acedem à cidade para trabalhar e melhor reunir condições de vida e que, depois, regressam para, ciclicamente, regressar ou vão ficando até ficar e perenizar; aqueles que VISITAM a cidade para conhecer como lazer, em ócio ou férias, para conhecer, “turistificando” o tecido urbano; aqueles que VELAM pelo quotidiano, funcionamento e desenvolvimento da urbe, ou seja, os gestores políticos e a administração comunitária; aqueles que VERIFICAM feitos cidadãos do mundo, os quais, distanciadamente, vão-se inteirando, informando sobre a cidade em função de múltiplos interesses e expectativas. E aqueles que VIGIAM a cidade feitos comunidade, todos juntos na defesa do que é comum e transversal a todos.
Esta diversidade resulta numa panóplia de tanto que, inevitavelmente, se traduz em potencial de riqueza e desenvolvimento, de diferenciação e singularidade.
Guimarães é, porventura, cidade maior neste potencial de riqueza: quem habita encerra afectividade única e um prazer redobrado no usufruto de cada momento e espaço da cidade; quem trabalha chega com sorriso e não desdenha regressar; quem visita pratica turismo e deslumbra-se com a história e a qualidade da composição das pedras há muito feitas paisagem da urbe; quem gere procura o melhor e o mais ajustado; quem vigia é [por demais evidente] bairrista, não perdendo ou prejudicando por falta de comparência ou silêncio!
Cidade assim merece o melhor. E mais merece que todos congreguem, se foquem, se cruzem e caminhem convergentemente na sinalização, exposição e potenciação deste valor, desta qualidade, desta marca de nome Guimarães!
Já foi assim, pode ser assim, acreditemos que será assim… afinal, não há dúvida, Guimarães merece!