Vontade de ganhar e fazer história: os ecos do triunfo do Vitória em Leiria
Assoberbado pelas emoções de se afirmar como epicentro da tardia reviravolta perante o Sporting, na meia-final da Taça da Liga, Alioune Ndoye enalteceu o papel da equipa na mais cintilante noite a envergar a imagem de D. Afonso Henriques, esta terça-feira, em Leiria.
“Senti que podia ser a minha noite. Desde que entrei só pensei em ajudar a equipa e conquistar o triunfo. Foi muito importante para mim marcar os dois golos. A equipa tem-me dado tudo, ajudou-me a marcar os dois golos”, vincou ao microfone da Sport TV, ao examinar um jogo em que saiu do banco aos 78 minutos para selar a reviravolta, com remates certeiros aos 90+2 e aos 90+11 minutos, a inverterem a desvantagem que prevalecia desde o minuto 13, face ao golo de Luis Suárez.
Ainda sem saber se vai defrontar Benfica ou Sporting de Braga na final – lisboetas e bracarenses defrontam-se nesta quarta-feira, às 20h00, também em Leiria -, o ponta de lança senegalês mostra-se convencido de que o Vitória pode erguer o troféu pela primeira vez. “Podemos ganhar tudo. Ganhar a final é mais um objetivo do que um sonho. Será o meu primeiro troféu em Portugal e ficarei muito feliz se acontecer”, completou.
“Fui aposta para a reta final do jogo para ajudar a equipa a chegar à final. Estou muito feliz pelos adeptos, pelo staff, pelos jogadores. Vamos à final e vamos à final para a ganhar. Todos vão ficar contentes”, Alioune Ndoye
Na sala de imprensa do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, Luís Pinto confessou a felicidade de participar num momento histórico para o Vitória – a primeira final da competição -, elogiou a atitude competitiva dos jogadores e vincou que uma competição tão curta como a Taça da Liga dá ao clube aquele “alento de querer vencer” uma prova oficial.
Questionado sobre a possibilidade de uma inédita final com o Sporting de Braga, Luís Pinto reconheceu a vertente emocional dessa hipótese, sobretudo para os adeptos, mas realçou que o mais importante é marcar presença no jogo decisivo. Elogiou também Alioune Ndoye, não só pelos golos.
“Está no processo de adaptação e de aprendizagem do que é jogar dentro da área porque tem umas características genéticas fantásticas para jogar próximo da baliza. Mas há fases do jogo em que ainda não consegue entrosar tão bem. Estamos muito felizes por hoje ter feito dois golos. Ele merece esse palco que hoje finalmente vai ter”, esclareceu.
“Todos os troféus que possa ganhar na carreira terão significado. Se o Vitória de Guimarães ganhar no sábado, será igualmente muito bom para nós. Os troféus são tão difíceis de ganhar que nem se devem fazer comparações”, Luís Pinto
Já António Miguel Cardoso assumiu, em declarações à RTP, estar contente com o triunfo e com a forma como a equipa lutou. A vontade de voltar a Leiria no sábado para lutar pelo troféu é enorme, salientou.
Estamos cheios de vontade de cá vir jogar no sábado. Vamos sempre apanhar uma grande equipa. Sendo o Benfica ou o Braga, será uma grande equipa. Tudo faremos para ganhar. Se ganharmos, ótimo. Se não ganharmos, ganhamos da próxima vez”, disse.
“Queremos festejar. Depois, acordar e trabalhar. É indiferente com quem jogamos. Vimos cheios de vontade. E queremos tentar ganhar, como é óbvio”, António Miguel Cardoso