Araújo diz que Vitrus pode crescer se novos serviços forem “eficientes”
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães esteve no Centro de Inovação Vitrus Ambiente (CIVA) na quarta-feira, na abertura de um ciclo de visitas às empresas municipais e às régies-cooperativas ligadas à autarquia, e esclareceu que a prioridade na atuação da Vitrus é gestão “o mais racional possível” dos recursos humanos e a otimização da sua capacidade.
A empresa municipal fundada em 2010 conta, neste momento, com 352 colaboradores e um orçamento de 12 milhões de euros, que se distribui pelos serviços de higiene urbana – relacionado com a recolha de resíduos -, de espaços verdes, de manutenção de espaços públicos, de mobilidade e estacionamento e de limpeza de edifícios. Apesar do tamanho, a Vitrus pode crescer ainda mais, se o acréscimo de serviços se revelar eficiente, adiantou Ricardo Araújo. E deu o exemplo da possível limpeza dos edifícios das escolas, numa fase em que já assegura os imóveis da Câmara e os centros de saúde.
“Sempre que virmos que a Vitrus tem capacidade instalada para prestar bons serviços aos vimaranenses, com eficiência, vamos otimizar a capacidade instalada para melhorar a sua qualidade de vida. Vamos analisar a limpeza de edifícios nas escolas. Se virmos que é mais barata a prestação do serviço através da empresa municipal do que o mercado, que pode ter mais qualidade do que o mercado, avançaremos", esclareceu.
O autarca esclareceu ainda que o novo conselho de administração, composto por Alexandre Barros da Cunha, como administrador não executivo, por João Pedro Castro, administrador executivo que transitou da gestão anterior, e por Natália Fernandes, tem “a confiança do acionista” – a Câmara detém 100% da empresa -, com exigências a nível de operação e de transparência nas contratações. “Haverá contrato específico para os administradores das empresas públicas", adiantou.
Ricardo Araújo teceu essa análise depois de ter adiantado os seis objetivos a curto prazo para a Vitrus. Além da duplicação do traçado das ecovias do Ave e do Selho em 2026 e do alargamento da cobertura de resíduos a todo o território até 2027, o presidente da Câmara prometeu o arranque de uma iniciativa-piloto para manutenção de 10 escolas do concelho em 2026, trabalho para alargar a cobertura do transporte de passageiros flexível – VitrusBus -, que transportou 7.304 passageiros até ao final do ano passado desde a sua entrada em vigor, em outubro de 2024 – média de 487 passageiros por mês -, e uma articulação mais profunda entre a Vitrus e o Serviço Municipal de Proteção Civil.
Questionado ainda sobre o papel do CIVA no desempenho da Vitrus, Ricardo Araújo prometeu divulgar uma avaliação após um ano de funcionamento – a unidade de Creixomil, instalada junto ao Multiusos de Guimarães, foi inaugurada em 28 de junho de 2025.
Haverá reunião com moradores em Polvoreira
Presente na sessão, o presidente do conselho de administração da Vitrus realçou que a empresa municipal assume-se como “braço operacional” para cumprir “a visão estratégica” da Câmara e comentou a situação do estaleiro de Polvoreira, onde funcionam os serviços de higiene urbana, manutenção, espaços verdes e lavandaria, que tem merecido a contestação de alguns moradores das redondezas.
"Já reunimos com o presidente da Junta de Freguesia de Polvoreira. Temos já prevista uma conversa com os moradores para cruzarmos as perspetivas dos moradores. Há soluções há algum tempo desenhadas. Aquele espaço é ocupado pela Vitrus e pelo município”, lembrou Alexandre Barros da Cunha, numa fase em que as novas oficinas municipais estão a ser construídas em Aldão, o que pode libertar espaço em Polvoreira.
O responsável vincou ainda que há serviços a ser transferidos para o polo de Gandarela, nomeadamente o dos espaços verdes, onde aproveita, por exemplo, a madeira das árvores abatidas para o fornecimento de lenha às escolas do município que ainda dependem de caldeira a lenha para aquecimento.