Vitória assume “desafio de ser primeira equipa a vencer FC Porto”
Com um pecúlio de nove pontos após 10 jornadas, o Vitória SC abraça, no domingo, a missão de ser a primeira equipa da Liga Portugal Betclic a retirar pontos ao FC Porto. Para conseguir semelhante feito, Tiago Margarido espera inspiração e muito apoio dos adeptos frente a um adversário que assinou, no seu entender, uma “grande exibição” na quarta-feira, perante o Nápoles, para a Liga dos Campeões, a valer um triunfo por 4-1.
"Vamos para o jogo com o objetivo, com o desafio e com a ilusão de sermos a primeira equipa a tirar pontos ao FC Porto. Vamos entrar exclusivamente com o pensamento de ganhar. Para isso, temos de estar num dia muito inspirados e o FC Porto também num dia não tão bom. Contamos com a força dos nossos adeptos. Isso é um elemento extra com que podemos contar neste jogo por forma a termos mais vantagem. O desafio será enorme, mas queremos ser a primeira equipa a poder vencer o FC Porto”, assumiu o treinador vitoriano, ao projetar o encontro marcado para as 18h00, no Estádio D. Afonso Henriques.
O técnico crê que a chave para superar os dragões reside na variabilidade defensiva, que espera ver em campo após o plantel ter preparado algumas formas de defender diferentes para o jogo, e na variabilidade ofensiva, que espera ver materializada na hora de “aproveitar a forma como o FC Porto pressiona”.
"De facto, a forma de jogar do FC Porto é uma forma de jogar bem padronizada. Facilmente identificável, mas muito difícil de contrariar. Trabalhamos esse processo ofensivo do FC Porto com as várias variantes que o FC Porto pretende, ou seja, muita procura de jogo interior”, analisou.
Apesar da escolha do ponta de lança no adversário – André Silva, Samu ou Santiago Giménez – poder ter muita “influência no momento ofensivo”, o técnico vincou que o nível do adversário será parecido ao habitual, sejam quais forem as restantes escolhas do treinador Francesco Farioli para o onze.
“Acredito que possa haver alguma gestão da parte do FC Porto devido ao jogo da Champions, mas sinceramente essa gestão não baixa de todo aquilo o nível da equipa, porque os jogadores que não jogaram esse jogo contra o Nápoles têm um nível igual aos que jogaram. Portanto, mudar três ou quatro peças num plantel daqueles não faz muita diferença”, afirmou.
Tiago Margarido recusou ainda que o Vitória tenha protagonizado uma exibição “menos conseguida” no empate sem golos em Barcelos, na segunda-feira, ao considerar que o Gil Vicente teve “muito mérito em contrariar o momento ofensivo” da sua equipa.
Treinador do Nacional nas três épocas anteriores, o portuense, de 37 anos, comentou ainda a retirada da seleção portuguesa por parte de Cristiano Ronaldo, estrela do futebol luso que nasceu na Madeira e jogou precisamente na formação dos alvinegros, além do Andorinha.
“Tenho três anos felizes na Madeira, inclusive o meu filho nasceu na Madeira, portanto tenho uma ligação que ficará para sempre com aquela ilha e sei o impacto e a importância que o Cristiano tem naquele povo. Não só naquele povo, mas também no país inteiro. É o final de uma era na nossa Seleção, é alguém que vamos recordar sempre com muita saudade por aquilo que nos deu. Para mim particularmente, foi o melhor de sempre. Então, como madeirense/continental, posso agradecer ao Cristiano tudo aquilo que ele fez por nós, todos os momentos de felicidade que nos proporcionou e que o seu legado permanecerá eterno”, realçou.