Tiago Margarido vê uma equipa que “sua a camisola” no balanço do estágio
Concluído o estágio de pré-temporada no Algarve, Tiago Margarido está agradado com o progresso dos seus jogadores rumo ao campeonato 2026/27, sobretudo na intensidade com que se apresentam em campo, para treinos e jogos de preparação.
“Esta é uma equipa que joga à Vitória, que joga com coragem, que é agressiva sem bola e que é muito intensa. É uma equipa que fundamentalmente sua a camisola. Isso é o que todos queremos ver numa equipa do Vitória. Todos os jogadores estão a aderir a essa mensagem de uma forma fantástica e conseguiram provar, neste estágio, que estão com esses princípios. É preciso mantê-los, consolidá-los porque essa é a nossa identidade e felizmente está a ser assim desde o primeiro dia e queremos mantê-lo até ao último dia da época”, resume, em declarações ao site oficial dos vitorianos, publicadas no domingo.
Oficializado como treinador do Vitória em 24 de junho, após três temporadas no Nacional, o técnico portuense, de 37 anos, realça ainda que o estágio incluiu algumas atividades que serviram para “fomentar o espírito de grupo”. “Os jogadores aderiram de uma forma fantástica. Conseguimos também introduzir os reforços para que também se ambientassem da melhor forma possível. Foi um estágio muito produtivo na evolução do nosso jogo, mas fundamentalmente na criação do espírito que nós queremos”, acrescentou.
Ao leme de um grupo que permanece invicto nos ensaios de pré-temporada, após as vitórias sobre Felgueiras, Penafiel, Académica e Al-Ahli Jeddah, o empate deste domingo com o Nottingham Forest, da Premier League, e o jogo cancelado com a União de Leiria, Tiago Margarido vincou que o encontro deste domingo, frente a um adversário da Premier League, a mais forte do mundo, “configurou uma exigência diferente”, sobretudo a nível físico.
“O nosso adversário, de facto, conseguiu impor uma imponência física bastante acentuada no jogo. Isso foi bom para crescermos e para ganharmos capacidade de choque. Também provocou, no jogo, muita marcação homem a homem, o que fez com que tivéssemos de arranjar argumentos para contrariar esse tipo de marcação. São dificuldades que nos estão a aparecer de jogo para jogo e às quais a equipa precisa de dar a volta”, analisou.
Após uma primeira parte que considerou dividida, com um golo sofrido “num dos únicos erros defensivos” da equipa, o timoneiro vitoriano elogia a intensidade aplicada na segunda parte por uma formação muito jovem em campo. “Acabámos o jogo com um onze que tinha uma média de idades de 20 anos. Os jogadores foram inexcedíveis, apresentaram qualidade, apresentaram muita, muita intensidade na segunda parte. Acho que o empate acaba por ser justo no somatório do jogo”.
Tiago Margarido comentou ainda as chamadas de Ejike Opara, avançado utilizado neste domingo, e de dois jogadores com 16 anos – o médio João Pedro Silva e o avançado luxemburguês Antenory Guelha, contratado neste defeso –, olhando para a circunstância como uma oportunidade para “conhecer mais jogadores da formação”.
“Alarga o conhecimento da equipa técnica relativamente aos jogadores que temos à disposição na prática. Temos de continuar a evoluir dentro daquilo que são os nossos princípios e do que temos vindo a fazer, temos de dar consistência ao que estamos a fazer, temos de nos consolidar. Esse é o grande desafio. Novos jogadores vão entrar, portanto, também será preciso um entrosamento rápido desses jogadores. Precisamos de continuar a crescer”, projetou.