Rock no Rio Febras com The Last Internationale e Blind Zero rumo aos 35 mil
Festival em constante expansão desde a sua fundação, em 2022, o Rock no Rio Febras divulgou este sábado o cartaz da quinta edição, a realizar-se entre 24 e 25 de julho, no parque florestal da Quinta da Ponte, nas imediações do Museu da Cultura Castreja, em Briteiros (São Salvador).
Após Wolfmother e Clã, nomes anunciados previamente, os programadores Pedro Conde e João Gonçalves – Theo, no panorama artístico – revelaram os outros nomes com décadas de experiência no universo rock: são eles os The Last Internationale, banda rock de Nova Iorque, formada pela vocalista Delila Paz e pelo guitarrista Edgey Pires, no ativo desde 2008 e reconhecida pela consciência social no repertório, e os portuenses Blind Zero, encabeçados por Miguel Guedes, com mais de 30 anos de carreira.
“Um cartaz desta dimensão só é possível, porque toda a gente envolvida sabe qual é o propósito do festival. Essa mensagem passa para os promotores, agentes e músicos. Todas as bandas que estarão cá fizeram um esforço para estar cá. A linha que seguimos é sempre o rock. Trazemos um cartaz em que possamos ter público dos oito aos 80. Podemos ter nomes consagrados, mas também locais”, disse Pedro Conde, durante a apresentação do festival, na Casa do Povo de Briteiros.
O cartaz inclui ainda os Dapunksportif, banda de Peniche, os The twist connection, banda conimbricense que oscila entre o garage e o rockabilly, e os Them flying monkeys, bem como três bandas do concelho de Guimarães: os taipenses This Penguin Can Fly e Noise at Valve, e ainda os Correr Andar.
“Um festival como o nosso não deve ser apenas um palco para nomes já estabelecidos. Deve ser também um local onde os artistas possam crescer. Se queremos ter música boa aqui daqui a 10 ou 20 anos, temos de criar oportunidades para quem está a fazer musica hoje. É uma escolha consciente da nossa parte, porque acreditamos na qualidade do que se faz aqui”, disse João Gonçalves.
A apresentação reuniu ainda intervenções da vereadora da Câmara Municipal de Guimarães para a cultura, Isabel Ferreira, do presidente do Laboratório da Paisagem, Carlos Ribeiro, e das responsáveis pelo plano de sustentabilidade, Alexandra Fernandes e Mariana Marques, a propósito da inclusão do evento no programa da Capital Verde Europeia, e também de Paulo César Gonçalves, autor e professor que propôs o projeto “Life on Febras?” em articulação com o Agrupamento de Escolas de Briteiros.
“As seis escolas EB1 do Agrupamento de Briteiros participam. Vamos ter um espaço expositivo dentro do festival. Muita da iconografia que vai aparecer é uma icnoografia de território, de comunidade, ligada por esta teia em torno da figura do David Bowie. Temos as artes visuais a grande vapor. A professora Márcia criou uma estética em torno do Bowie”, disse.
O presidente da Casa do Povo de Briteiros, Vasco Marques, ilustrou o crescimento do Rock no Rio Febras ao longo de quatro edições, dos 1.500 espetadores em 2022 para os 30 mil nos dois dias da edição transata, e projetou o objetivo de reunir 35 mil pessoas em 2026, ano em que as receitas do festival começarão a servir para financiar o futuro lar de idosos da instituição, cujo custo está avaliado em 3,7 milhões de euros.