PS acusa Ricardo Araújo de “decisão politicamente muito grave”.
A nomeação de Tiago Laranjeiro, até então adjunto do executivo liderado por Ricardo Araújo na Câmara municipal de Guimarães, para diretor do Departamento de Investimento, Inovação, Economia e Turismo, em regime de substituição e sem procedimento concursal prévio, levou o Partido Socialista (PS) de Guimarães a uma posição pública classificando esta posição como uma “decisão politicamente grave e, tanto quanto é do conhecimento público e da experiência da governação municipal das últimas décadas, sem precedente conhecido na Câmara Municipal de Guimarães”.
Numa comunicação dirigida à imprensa, a estrutura partidária vimaranense liderada por Paulo Renato Faria considera esta nomeação “substancialmente diferente” da “escolha legítima de confiança política” de Tiago laranjeiro para o gabinete político de Ricardo Araújo. Para o PS de Guimarães, esta nomeação corresponde a “um adjunto político que deixa o gabinete do executivo e, por decisão do mesmo Presidente que o escolheu, passa diretamente e sem concurso para um cargo dirigente da estrutura administrativa municipal. A circunstância assume particular significado porque Tiago Laranjeiro tem um percurso político conhecido no PSD. Foi presidente da JSD de Guimarães, deputado municipal, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia Municipal e membro da Comissão Política Concelhia, tendo participado também na preparação do programa eleitoral da coligação Juntos por Guimarães”, situação que leva o PS Guimarães a referir que “o que está em causa é a decisão do Presidente da Câmara e a fronteira que deve existir entre confiança política e responsabilidade administrativa, entre os gabinetes dos eleitos e a estrutura profissional e permanente do Município”.