Orçamento do Vitória para 2026/27 aprovado por maioria em assembleia-geral
Dos mais de 200 sócios que compareceram ao Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense para a primeira assembleia-geral ordinária presidida por Luís Filipe Silva, com Rui Rodrigues a presidente da direção, 100 votaram a favor do orçamento do clube para a época 2026/27, 52 abstiveram-se e 61 votaram contra.
O documento que prevê um resultado líquido negativo, de 1,2 milhões de euros, após gastos em juros, amortizações e depreciações, foi assim aprovado, depois de algumas intervenções dos associados, entre os quais Viriato Sampaio. O candidato da lista C às eleições de 13 de junho, superado apenas por dois votos pela lista de Rui Rodrigues, dirigiu-se ao púlpito para fazer a declaração de voto quanto ao orçamento, no caso contra o orçamento.
O orçamento, que respeita aos Afonsinhos, escolas de futebol, e às outras 15 modalidades que o Vitória oferece, estima um saldo operacional positivo de 680 mil euros, fruto dos rendimentos totais de 5,32 milhões de euros e dos gastos totais de 4,64 milhões.
Nas receitas, sobressaem os três milhões de rendimento com quotização de sócios e venda de lugares anuais no Estádio D. Afonso Henriques e a restante verba com publicidade, rendas, subsídios e mensalidades de quem representa o clube nos escalões de formação.
Já os gastos respeitam sobretudo a remunerações e a honorários associados com as 15 modalidades desportivas que o Vitória de Guimarães oferece além do futebol. A verba destinada às modalidades ronda os dois milhões de euros, com a direção a esclarecer a forma como se distribui o montante: 1,3 milhões para as três modalidades de pavilhão – andebol, basquetebol e voleibol –, 200 mil euros para as modalidades aquáticas – natação e polo aquático –, mais de 80 mil euros para as modalidades de combate e cerca de 100 mil para as restantes, que incluem atletismo, ténis de mesa, xadrez, e-sports e automobilismo.