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Oposição critica “empréstimos eleitoralistas”. Suporta “fundos europeus”

Bruno José Ferreira
Política \ terça-feira, junho 04, 2024
© Direitos reservados
Maioria socialista aprovou empréstimo de 20 milhões de euros para "criar maturidade em candidaturas europeias”. Oposição considera "obras importantes", mas lamenta "prioridades eleitoralistas".

A maioria socialista aprovou esta segunda, em reunião de câmara, a abertura de procedimento para a contratação de um empréstimo a longo prazo de 20 milhões de euros. Este empréstimo por parte do município teve abstenção da oposição, na medida em que provoca “endividamento” e também por ocorrer num período próximo das autárquicas de 2025.

Ainda antes da discussão Domingos Bragança frisou que este empréstimo, “que pode nem ser usado”, referiu, servirá para “suportar obras do PRR e do Portugal 2030 que têm de ser lançados em obra”. Ricardo Araújo deu nota que a oposição não se opõe a este empréstimo, mas ainda assim teceu algumas considerações.

O vereador eleito pelo PSD começou por sustentar que “as obras previstas têm uma importância significativa, concordamos, ainda para mais tendo comparticipação comunitária”. Contudo, alertou que com o referido empréstimo “estamos a endividar o município para os próximos 20 anos”.

Admitindo que esta questão pode não ser problemática, dada a “saúde financeira” do município, Ricardo Araújo lamentou o timing político do empréstimo. “É um endividamento considerável, sendo que ainda em 2020 o município contraiu um outro empréstimo. Passados três anos estamos a contratualizar novo empréstimo. Estes empréstimos ocorrem sempre no mesmo horizonte temporal, antes do encerramento do ciclo eleitoral. Ou seja, estes empréstimos não deviam estar associados a ciclos e a prioridades eleitoralistas”, atirou.

Domingos Bragança replicou dizendo que o empréstimo de 20 milhões de euros com um horizonte temporal de duas décadas servirá para “criar maturidade em candidaturas europeias”. “Ninguém perdoaria a esta câmara, o presidente, se se perdesse as candidaturas em causa ao PRR e ao Portugal 2030”, sustentou.

A nível político, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães aludiu que “do ponto de vista eleitoral um empréstimo bancário não é uma coisa boa”, antes pelo contrário, “ é uma coisa má porque se está a contrair passivo”, acrescentando ainda que “estas obras nunca estarão prontas no meu ciclo político”.

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