Moreirense sofre, mas arranca um empate e alcança os 35 pontos
O Moreirense chegava a este encontro com o desejo de voltar às vitórias, após o empate (1-1) em Rio Maior, diante do Nacional. O início de partida foi bom para a turma cónega que dispunha da maioria da posse de bola e ia apresentando algum perigo à àrea madeirense.
Diogo Travassos era quem ia protagonizando os ataques do Moreirense. Com presença regular junto à linha e na profundidade, era através dele que os minhotos conseguiam criar perigo. Inclusive a primeira oportunidade da partida surgiu nos pés de Kiko Bondoso, após uma sobra do cruzmamento do jogador emprestado pelo Sporting.
O conjunto de Vasco Botelho da Costa viria a sofrer um susto, após uma alegada mão na bola de Francisco Domingues dentro de área, mas após revisão, o árbitro não assinalou grande penalidade, considerando a posição do braço natural.
Os alvinegros progressivamente assumiram o jogo e os duelos indivudais começaram a surgir maioritariamente nas zonas laterais do relvado, contudo as chances de perigo foram-se tornando escassas, ainda que a equipa de Tiago Margarido fosse chegando mais vezes à área adversária. A formação dos axadrezados não demorou e voltou a controlar a posse bola.
E se o jogo tinha falta de emoção, dada algumas paragens, eis que surgiu o primeiro golo da tarde - jogada a um toque e Diogo Travassos encontrou Luís Hemir desmarcado. O avançado de 22 anos foi com tudo no um para um com o guardião oponente, não perdoou e fez o tento inaugural, no último lance da primeira parte. O Moreirense rumava ao intervalo em vantagem após um primeiro tempo equilibrado, mas com poucas ocasiões de golo.
À semelhança dos primeiros 45 minutos, os cónegos voltaram dos balneários e superiorizaram-se novamente em campo nos minutos iniciais. A carregar fortemente na área visitante, o Moreirense entrou com tudo, a criar várias vezes perigo e Luís Hemir podia até ter bisado, mas o seu cabeceamento saiu muito perto da baliza de Kaique.
Mas após o arranque forte dos minhotos, o Nacional tentou amenizar o jogo e viria mesmo a igualar o marcador aos 67 minutos: Alan Nuñez corta para dentro, desvia o esférico para Miguel Baeza e à entrada da área, o médio espanhol disparou rasteiro junto do poste direito de André Ferreira - sem hipóteses para o guarda-redes de 29 anos.
A igualdade no resultado parecia ter moralizado o conjunto da Madeira, uma vez que os comandados de Tiago Margarido foram chegando mais vezes à área do visitado, estando perto até de dar a cambalhota no marcador, mas nas duas chances que teve, Miguel Baeza foi infeliz e não bisou.
O conjunto de Moreira Cónegos parecia ter encolhido em campo, dando a posse de bola ao adversário, o que acabou por parecer um “convite” a entrarem na sua área. O Nacional ia atacando e criando oportunidades de golo, com destaque para Chuchu Ramírez, que ao segundo poste viu o seu cabeceamento ser negado após uma grande intervenção de André Ferreira. Minutos depois, o guardião voltava a defender um cabecemanto, desta vez de Lucas João.
Os últimos minutos só davam Nacional e o Moreirense parecia não ver o final da partida chegar. Mas depois de muito sofrimento para os cónegos, o árbitro deu o apito final e o encontro terminou empatado a uma bola.
A turma de Vasco Botelho da Costa começou forte em ambas as partes e ainda que pudesse ter dilatado a vantagem após o regresso dos balneários, o Nacional assumiu as rédeas do jogo a partir do golo igualador e desde aí foi sempre mais perigoso, enquanto o Moreirense foi recuando conforme o decorrer dos minutos, podendo ter pago caro nos minutos finais. Valeu o ponto que permite atingir a meta dos 35 pontos.
O emblema de Moreira de Cónegos segue na próxima jornada rumo ao Estádio do Dragão, para defrontar o FC Porto, no dia 15 de março (domingo), às 20h30.