Moreirense impõe-se à lei da bomba e da resistência
A partida começou e o Moreirense viu-se surpreendido pela mudança tática do adversário, que hoje escolheu apresentar uma formação com quatro defesas (4x2x3x1). E com isto a formação de Vasco Botelho da Costa entrou com dificuldades no primeiro quarto de hora.
O Rio Ave ia chegando recorrentemente à área dos cónegos e por vezes conseguia mesmo criar perigo, ao ponto de Francisco Domingues ter de cortar a bola em cima da linha. Fora isso, também iam dificultando a construção do conjunto vimaranense face à sua pressão alta.
O Moreira não conseguia contrariar a mudança no esquema tático da equipa de Sotiris Sylaidopoulos até que Rodrigo Alonso, depois de uma boa jogada com Kiko Bondoso, opôs-se ao sentido que o jogo levava e inaugurou o marcador com um grande golo de fora de área, no primeiro remate dos axadrezados na partida aos 17 minutos.
Um golo que podia levar a turma cónega a encontrar-se em campo, mas a verdade é que os rioavistas mantiveram-se por cima do encontro e a complicar imenso a vida aos forasteiros. A equipa da casa ia criando ocasiões de golo e era visível a frustração de Vasco Botelho da Costa do banco de suplentes. O golo de Alonso parecia não ter ferido o adversário.
A insistência dos vilacondenses foi tanta que foi recompensada aos 42 minutos: Jalen Blesa corta para a direita e de fora de área viu o seu remate ser desviado por Stjepanovic, traindo André Ferreira e fazendo a bola sair junto do seu poste esquerdo. O Moreirense via-se sufocado em campo e chegou ao intervalo com a igualdade a um golo.
Depois do reatar do encontro, o tom da partida acalmou-se. Mas tal como na primeira parte, o Moreirense sem criar muito repôs a vantagem e mais uma vez com grande golo, ao minuto 56: Diogo Travassos passa o esférico a Stjepanovic que, à lei da bomba, recupera a vantagem dos cónegos de fora de área. O oponente não demorou a responder e André Ferreira esteve em grande ao impedir Vrousai de restaurar a igualdade.
A receita do primeiro tempo via-se repetida, porque mais uma vez a turma de Moreira de Cónegos via-se com dificuldades em anular o Rio Ave. O conjunto minhoto via a sua área constantemente cercada por jogadores adversários, o que novamente dificultava a sua construção de jogo, embora não sofressem tantos remates, como nos primeiros 45 minutos.
O ritmo da partida abrandava cada vez mais e as tentativas eram escassas, mas sempre com superioridade da formação de Vila do Conde, que era quem atacava mais, em virtude da desvantagem no resultado. Já o Moreirense atuava com pragmatismo, à espera de encontrar um espaço deixado pelo adversário e assim aproveitar para atacar.
Os minutos passavam e o Moreirense ia vendo os vilacondenses tentar de tudo, mas ia resistindo. Já em minutos de compensação, Yan Maranhão podia ter dissipado as dúvidas mais cedo, ao aparecer isolado de frente para a baliza de Van der Gouw, mas o avançado brasileiro disparou em cheio no poste.
No entanto, o árbitro apitou para o final do encontro e a formação de Moreira de Cónegos garantiu o regresso às vitórias. Ainda que o resultado não se adeque ao que foi jogado dentro das quatro linhas, o conjunto de Vasco Botelho da Costa mostrou ser eficaz e soube sofrer, não se deixando surpreender pela revolução tática do Rio Ave. Com este triunfo, o Moreirense ascende ao sexto lugar, somando 33 pontos. O próximo jogo é a receção ao Sporting no próximo sábado, às 18h00.