Minho tem nova associação empresarial. Digitalização é uma das apostas
A Associação Empresarial do Minho (AE Minho) formalizou a sua criação a 28 de maio, numa assembleia-geral constituinte realizada no Altice Forum Braga, culminando um processo iniciado em 2018. A nova entidade conta já com 75 empresas inscritas, tendo já recebido mais 200 candidaturas para a adesão.
Com o intuito de divulgar o Minho enquanto região “inovadora”, o primeiro presidente da associação, Ricardo Costa – líder do grupo bracarense Bernardo da Costa -, já assumiu que a associação quer aprofundar alguns dos temas em voga no panorama económico de hoje: transição digital, transição energética, economia circular, captação e requalificação de talento e o apoio às empresas, no sentido da internacionalização e exportação. Para cimentar a agenda da digitalização, a AE Minho promete realizar três eventos anuais nesse sentido.
A partilha do conhecimento entre universidades, centros de investigação e empresas, através da dinamização de cursos que correspondam às necessidades das empresas da região, é outra das medidas que a novel AE Minho quer implementar. Ricardo Costa também pretende implementar o Clube Financeiro do Minho e o Clube do Empresário para apoiar a iniciativa dos associados.
Três elementos ligados a Guimarães nos órgãos sociais
O líder da recém-criada associação disse, na altura, que deseja estabelecer “pontes” com as associações empresariais concelhias. Terceiro maior exportador do Minho em 2020, atrás de Vila Nova de Famalicão e de Braga, Guimarães não tem, atualmente, uma entidade que reúna toda a iniciativa empresarial do concelho, fruto da extinção da Associação Comercial e Industrial de Guimarães. As associações que existem são setoriais: Associação do Comércio Tradicional de Guimarães, Associação Vimaranense de Hotelaria e Associação de Jovens Empresários de Guimarães.
Há, porém, três elementos ligados a Guimarães nos recém-constituídos órgãos sociais da AE Minho: os vice-presidentes da direção Gonçalo Castro, ligado ao grupo Pinto Brasil, sediado em Guardizela, e Isabel Carneiro, do grupo Polopiqué, com cerca de mil colaboradores, que opera no território entre Vizela, Vilarinho (Santo Tirso) e Moreira de Cónegos (Guimarães). A vice-presidente do conselho fiscal, Virgínia Abreu, faz parte da Crispim Abreu, empresa localizada em Serzedelo.