Miguel Oliveira: “Não estava mesmo à espera de uma medalha”
Assim que terminou a final dos 100 metros costas e olhou para o placard, Miguel Oliveira admite que desatou a chorar no meio da piscina do Complexe Tour de l’Oeuf, em Dakar, capital do Senegal. A marca de 56,24 segundos valia-lhe o terceiro lugar e a segunda medalha da história da natação portuguesa nos Jogos Olímpicos da Juventude, depois do bronze de Ana Pinho Rodrigues nos 50 metros bruços, em Singapura2010.
“Não consigo dizer o que estou a sentir neste momento. Não estava mesmo à espera de ganhar uma medalha aqui”, admitiu o nadador do Vitória SC, em declarações ao Comité Olímpico de Portugal, após a prova realizada na terça-feira.
Apenas batido pelo neozelandês Ariel Muchirahondo, vencedor, com o tempo de 55,69 segundos, e pelo grego Nikolaos Papatheodorou, medalha de prata, com 55,79 segundos, o nadador de 17 anos admitiu que a final era o principal objetivo, garantido na manhã de terça-feira, com o quarto melhor tempo nas eliminatórias. O propósito na viagem ao Senegal era, acima de tudo, “aproveitar uma experiência” que se vai perpetuar na sua vida.
“Não há outra palavra, vai ficar para sempre. […] Não são os tempos, é a experiência que fica para sempre. Eu, daqui a 20 anos, vou dizer que ganhei uma medalha nos Jogos Olímpicos da Juventude”, confessou.
O Vitória SC enalteceu o feito, vincando a “qualidade, determinação e espírito competitivo” do nadador, a “qualidade do trabalho desenvolvido na formação” vitoriana e a capacidade do atleta para elevar o nome do clube “além-fronteiras”. A Câmara Municipal de Guimarães também reconheceu a conquista, fruto de “muito trabalho, dedicação e esforço”.
Miguel Oliveira vai ainda participar nos 50 metros costas na quinta-feira, com as eliminatórias a decorrerem de manhã e a final de tarde.