Mês da Economia regressa com hackathon e encontro mundial dos Planetiers
As iniciativas “Hack4Guimarães 2035” e Planetiers World Gathering sobressaem na quarta edição do Mês da Economia de Guimarães, que se inicia esta sexta-feira, com a conferência “O couro é o nosso património”, com intervenções diversas que abordam a memória, a história e a inovação em torno desse material, entre as 14h30 e as 17h00, no Instituto de Design de Guimarães, localizado na antiga fábrica da Ramada.
Esse ponto de referência na história fabril vimaranense acolheu precisamente a conferência de apresentação desta iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães, que se distribui por três eixos. Um deles designa-se “Aliança para a inovação” e inclui a maratona de inovação “Hack4Guimarães 2035”. Essa maratona de inovação desenrola-se de 19 a 26 de outubro em torno de uma questão fundamental: como transformar Guimarães numa economia positiva até 2035.
Ao longo de uma semana, na sala de conferências do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), os participantes são incentivados a encontrarem respostas e soluções em quatro setores: aeroespacial, proteção e defesa, tecnologias inteligentes e sustentabilidade. Os vencedores do designado hackathon – junta as palavras inglesas hack, alusiva a soluções criativas na área da programação, e marathon, que significa maratona – vão ser conhecidos no encerramento do Mês da Economia.
Esse eixo de programação contempla também a iniciativa Lab2Business, com sessões no Centro de Computação Gráfica, em 6 de outubro, no Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), no dia 16, no DTx e no Done Lab, em 20 de outubro, e na plataforma Fibrenamics, no dia 27. Também incluído nesse eixo, o Mercado de Inovação realiza-se a 12 e 13 de outubro, no Mercado Municipal, com speed meetings, uma conferência sobre talento, inovação e indústria na economia local e apresentação da Green Academy, por Carlos Ribeiro, presidente do Laboratório da Paisagem.
Já a quinta edição do Planetiers World Gathering, incluída na programação da Capital Verde Europeia, faz parte do eixo “Raiz. Escala. Impacto” vai desenrolar-se entre 21 e 23 de outubro, na Câmara Municipal de Guimarães, no Teatro Jordão e no Centro Cultural Vila Flor. Fundado em 2017, por empreendedores que anseiam um mundo em que negócios e sustentabilidade coabitem, o movimento junta cidadãos, organizações públicas e organizações privadas que apregoam a aposta em soluções inovadoras para uma economia mais verde e inclusiva.
Além dos momentos de networking – termo em inglês que descreve a consolidação de redes de contactos –, do desfile de moda e das visitas a projetos locais e ao centro histórico de Guimarães, o encontro contará com intervenções do economista para o desenvolvimento e secretário-geral da Aliança Global para um Planeta Sustentável, Satya Tripathi, e do ambientalista e defensor dos oceanos Philippe Cousteau, neto de Jacques Cousteau, oceanógrafo e autor de documentários com imagens das suas explorações submarinas.
Esse eixo inclui ainda o dia “Impulso para a competitividade”, a 28 de outubro, com a conferência “1 País, 10 Capitais: o futuro económico fora dos grandes centros”, no Paço dos Duques de Bragança, entre as 10h00 e as 12h00, em parceria com o jornal económico Eco, na qual se espera a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, ainda a confirmar, a Fibrenamics Ignite Sessions, entre as 14h00 e as 17h00, no mesmo local, e um jantar-debate sobre defesa, promovido pela Associação Empresarial do Minho, às 18h00, no MIT Penha.
Além de “O couro é nosso património”, o eixo “Comunidade, conhecimento e cultura” inclui um momento de oferta formativa, de diálogo entre empresas e escolas, a 26 de outubro, no Avepark, entre as 14h30 e as 17h30.
“Queremos um tecido empresarial de Guimarães para o mundo”
Ladeado por Tiago Laranjeiro, líder do Departamento de Economia, Inovação e Turismo da Câmara Municipal, e por Marta Mota-Prego, chefe da Divisão de Economia e Desenvolvimento Económico, o presidente da Câmara Municipal lançou o Mês de Economia, cujo orçamento global é de 100 mil euros, suportado pela autarquia, e vincou a importância do tecido empresarial vimaranense se internacionalizar ainda mais e ganhar maior escala.
“Queremos um tecido empresarial de Guimarães para o mundo. Hoje não há empresas de sucesso sem se internacionalizarem, nem ganharem escala. Não serão rentáveis se não conseguirem alargar o âmbito de capacidade de atuação, seja à escala nacional ou internacional. Queremos que as empresas se fixem em Guimarães e fixem talento em Guimarães”, disse Ricardo Araújo.
O autarca disse que o indicador económico que mais o preocupa é o salário médio, que está “abaixo da média nacional e da média regional”, tendo mesmo sofrido algum afastamento em vez de convergência ao longo da última década.
“Temos o desafio de fortalecer a competitividade das nossas empresas e de, no fim de linha, termos maior rentabilidade das empresas e subir o rendimento médio dos vimaranenses. Temos de criar um contexto que favoreça o fortalecimento das empresas nos setores tradicionais, mas também de diversificar a economia local, para ser mais competitiva, consolidada e acrescentar mais valor”, acrescentou.