Igreja da Oliveira acolhe mais um concerto do Grande Órgão Histórico
O ciclo de concertos do Grande Órgão Histórico volta a fazer-se ouvir entre os arcos ogivais da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira a partir das 17h00 deste domingo. A terceira performance do programa anual estará a cargo do ensemble Cupertinos.
O grupo vai apresentar “Rosa sine spinis – A devoção mariana na Idade de Ouro da polifonia portuguesa”, com um repertório que inclui algumas das “mais significativas obras da chamada “idade de ouro” da polifonia portuguesa, evidenciando a profunda ligação entre a música sacra e a devoção à Virgem Maria”, descreve a paróquia de Nossa Senhora da Oliveira, em comunicado.
Sob direção musical de Pedro Teixeira, os Cupertinos interpretam obras de compositores como Duarte Lobo, Manuel Cardoso, Estêvão Lopes Morago, Estêvão de Brito e Pedro de Cristo, figuras centrais do património musical ibérico dos séculos XVI e XVII. A Missa Sancta Maria, de Duarte Lobo, é uma das peças mais reconhecidas, pela “sofisticação técnica e expressiva” que a caracteriza.
O concerto termina com peças a oito vozes, explorando a prática policoral e proporcionando uma experiência sonora envolvente, num espaço de excecional valor histórico e artístico. O grupo é constituído por Raquel Mendes e Raquel Pedra (cantus), Gabriela Braga Simões e Maria Bustorff (altus), André Lacerda e Tiago Sousa (tenor), e Pedro Silva e Nuno Mendes (bassus), reunindo intérpretes especializados neste repertório.
“Com entrada livre, limitada à lotação do espaço, este concerto propõe um encontro entre música, património e espiritualidade, aberto a todos os públicos, sendo recomendado para maiores de seis anos, devido à duração e ao ambiente de silêncio e concentração necessários”, informa ainda a paróquia.