Guimarães volta a receber nota mais alta do Carbon Disclosure Project
Guimarães voltou a ser distinguida como cidade de referência no que respeita à transparência e ação ambiental. Com base nos dados divulgados em 2025, o município integra a lista A do CDP – Carbon Disclosure Project, organização ambiental global sem fins lucrativos, pela terceira vez consecutiva. Guimarães foi uma das 120 cidades em todo o mundo e uma das cinco em Portugal – além de Porto, Braga, Maia e Matosinhos – a obter esta pontuação.
No ano em que detém o título de Capital Verde Europeia, Guimarães reforça assim o compromisso com a promoção da transparência e divulgação ambiental, demonstrando o sucesso do ecossistema de governança Guimarães 2030 e um progresso significativo no que respeita a resiliência ambiental. Neste ponto, destaque para a divulgação dos riscos, necessidades e oportunidades climáticas, investimento em projetos prioritários e apresentação de soluções replicáveis e de alto impacto.
Refira-se que Guimarães recebeu a classificação "A" – a mais alta do CDP –, destacando-se num grupo de mais de 700 cidades que reportaram dados ambientais através da plataforma CDP-ICLEI Track em 2025. Esta auditoria foi feita por uma comissão independente, com base num conjunto de parâmetros rigorosos que mediram o nível e o impacto da divulgação pública de dados ambientais por parte do município.
Para obter esta pontuação, Guimarães também assegurou a manutenção de um inventário abrangente de emissões em toda a cidade. Além disso, o município já dispõe de um plano de ação climática – outro dos pré-requisitos do CDP –, incluindo uma avaliação completa dos riscos climáticos e da vulnerabilidade, bem como uma meta clara de adaptação climática que descreva como abordar os riscos climáticos atuais e futuros.
Para Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, "voltar a liderar na transparência e ação ambiental a nível global é um motivo de grande orgulho. Esta distinção do CDP valida, uma vez mais, a transparência e eficácia das políticas municipais implementadas. Num momento em que já se iniciou o ano da Capital Verde Europeia, este reconhecimento demonstra novamente que somos um exemplo a seguir, tanto a nível nacional como internacional”.
Para obter esta classificação, é necessário que as cidades apresentem publicamente os seus dados ambientais, elaborem um inventário de emissões a nível comunitário, definam metas de adaptação e implementem planos de ação climática. A avaliação inclui ainda a análise dos riscos e vulnerabilidades climáticas, com foco na capacidade de resposta face aos desafios crescentes.