Guimarães mantém-se no ‘top 10’ exportador após subida ténue
As exportações de Guimarães no primeiro semestre de 2026 ascenderam aos 756 milhões de euros. O número traduz uma subida de 1,3% face ao período homólogo de 2025, quando o município arrecadou 746,5 milhões, e reflete uma tendência de estabilização em curso desde 2024, após o pico nominal de 2022 e a subsequente descida em 2023, mostram os dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e tratados pelo Jornal de Guimarães.
Esse ritmo de crescimento homólogo foi inferior ao do país, cujas vendas ao estrangeiro cresceram 1,7% entre 2025 e 2026, de 40.651 para 41.358 milhões de euros, e ao do Norte, que passou dos 13.508 milhões no ano passado para os 13.965 neste ano (subida de 3,4%).
O desempenho de Guimarães foi, ainda assim, superior ao da Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave) na globalidade, já que o maior exportador da sub-região, Vila Nova de Famalicão, experienciou uma descida homóloga de 3,2%, para os 1.352 milhões de euros. A CIM exportou bens e serviços no total de 2.367,5 milhões de euros, com o território vimaranense a sustentar 32% desse valor.
No primeiro semestre de 2026, Guimarães também elevou ligeiramente as trocas comerciais no seio da União Europeia (UE), de onde provêm mais de sete em cada 10 euros de receita. O peso relativo dos estados-membros nas exportações subiu de 70,3%, na primeira metade de 2025, para 71,1%, neste ano. Os outros destinos correspondem agora a 28,9% das exportações vimaranenses, uma percentagem, ainda assim, superior à do país, que se cifrou nos 27,7%.
Guimarães é o 10.º mais exportador e apresenta a quinta melhor balança comercial
Os dados relativos aos 308 municípios de Portugal revelam que Guimarães foi o 10.º mais exportador no primeiro semestre de 2026, ocupando a mesma posição de 2025. Habituado a figurar entre os 10 concelhos que mais exportam no país, o concelho foi também o quarto que mais arrecadou no designado Pentágono Urbano, atrás de Vila Nova de Famalicão, terceiro exportador do país, de Braga, que ocupa o sétimo lugar, com 906 milhões, apesar da quebra homóloga de 9,4%, e de Viana do Castelo, a novidade entre os principais atores lusos do comércio internacional. A Princesa do Lima obteve, até 30 de junho de 2026, uma receita de 798,6 milhões de euros, fruto de uma subida homóloga de 17,6% face a 2025, em que exportara 679 milhões. Barcelos é o único município do Pentágono fora do top 10 nacional: arrecadou 455,34 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano e foi o 17.º mais exportador.
Entre os municípios mais exportadores, há aqueles que importam mais do que o que importam e aqueles que têm uma balança comercial positiva, entre os quais se conta Guimarães. O município importou bens e serviços no valor de 456,74 milhões e exibe o quinto melhor saldo do país na balança comercial: quase 300 milhões.
Já Lisboa encabeça de forma destacada a hierarquia de exportadores, com 4.831 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, mas, no mesmo período, praticamente importou o triplo do que vendeu. Nesse sentido, apresenta um saldo negativo de 7.910 milhões na balança comercial. O município de Sintra também exibe um défice, de mais de 1.320 milhões, seguido por Vila Nova de Gaia (890), Braga (224) e Maia (128).
Já Setúbal, oitavo exportador, apresenta o melhor saldo comercial do país, de 514 milhões de euros, seguido por Vila Nova de Famalicão (494), Santa Maria da Feira, que é o 11.º concelho mais exportador (433), Viana do Castelo (326), Guimarães e Palmela, segundo maior exportador português, que exibe um saldo comercial de 297,5 milhões.