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Guimarães foi terceiro município com mais área ardida no Ave em 2025

Tiago Mendes Dias
Sociedade \ quinta-feira, maio 14, 2026
© Direitos reservados
Os incêndios rurais afetaram, no ano passado, 373 hectares do território vimaranense, número apenas superado por Fafe e Mondim de Basto. Ataques iniciais ao fogo com mais de 90% de sucesso.

Na sub-região do Ave, que corresponde ao território da Comunidade Intermunicipal do Ave, Guimarães foi o terceiro concelho com mais área ardida em 2025. No ano transato, as chamas lavraram em 373 hectares do território vimaranense, número apenas superado por Fafe (551) e por Mondim de Basto (397). A informação consta de um quadro exibido pela segunda-comandante do Comando Sub-Regional de emergência e proteção civil do Ave, Celina Oliveira, durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêdios Rurais (DECIR) para 2026, realizada junto ao santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha.

A área ardida na sub-região ascendeu aos 1.751 hectares, fruto de 470 ocorrências registadas. Dessas ocorrências, 64% corresponderam a fogachos e um quarto (25%) a fogos florestais. Verificaram-se ainda 50 incêndios em terrenos agrícolas. Nota também para a ausência de fogos com origem em queimadas e para as 187 situações de falso alarme na sub-região.

Dos 470 incêndios investigados no ano passado, quase metade (223) começou de forma nacional, enquanto 141 começaram de forma negligente. Houve ainda quatro casos com origem natural, 26 com origem desconhecida e 76 reacendimentos, avançou a responsável, que informou ainda que a taxa de sucesso dos ataques iniciais na sub-região foi de 90,6%; isso quer dizer que nove em cada 10 incêndios detetados duraram menos de 90 minutos.

Celina Oliveira informou ainda que fase de maior risco em 2026, entre 1 de julho e 30 de setembro, vai mobilizar 531 operacionais na região, entre bombeiros, serviços de proteção civil e forças de segurança, com uma estratégia centrada “na prevenção, na gestão eficiente do risco e na valorização do território rural”.

“O plano assenta em valorizar os espaços rurais, modificar comportamentos, gerir o risco de forma eficiente e aumentar a resiliência dos territórios mais vulneráveis aos incêndios rurais. Destaca-se também a aposta na gestão ativa da paisagem, o aumento das áreas com gestão de combustível, a qualificação dos agentes responsáveis pela prevenção e pelo combate, a valorização do combate pela população e a adoção de boas práticas, e a redução da área ardida e dos danos associados aos incêndios", disse.

 

Penha disponível para acolher Força Especial de Proteção Civil

Na primeira intervenção da sessão ao ar livre, o juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha mostrou orgulho por não haver qualquer ignição no cume da Penha ao longo dos últimos 30 anos e disse haver um terreno disponível para acolher a Força Especial de Proteção Civil, neste momento instalada na União de Freguesias de Candoso Santiago e Mascotelos.

"Temos de proteger a penha. Se aqui que acontecer uma ignição, só daqui a 100 anos voltamos a ter este cenário idílico. Temos a Força Especial de Proteção Civil instalada em Santiago de Candoso. A Irmandade oferece um terreno para instalar um edifício que acolha a força especial”, adiantou.

Já o presidente da Câmara de Guimarães, responsável por encerrar a sessão vincou que a preocupação com o território tem de ser “permanente e efetiva”, e não sazonal, sugerindo uma “articulação eficaz entre a parte política, operacional, técnica e académica”. Ricardo Araújo defendeu também o reforço da gestão e da limpeza das faixas de combustível, o investimento na manutenção da rede de área florestal e na sensibilização das populações com vista à preservação de um bem essencial para a qualidade de vida.

“A preservação da nossa floresta contribui decisivamente para aquilo que é a nossa qualidade de vida e património natural. Temos de a preservar, de a defender, porque é uma realidade próxima das casas, dos lugares, das estradas, dos espaços de lazer no nosso concelho”, realçou.

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