Grã-Ordem Afonsina pede cooperação associativa para 24 de Junho
A reunião promovida no sábado pela Grã-Ordem Afonsina, associação centrada na divulgação da vida e obra de D. Afonso Henriques, reuniu 27 associações para a discussão do posicionamento a adotar para a celebração dos 900 anos da Batalha de São Mamede, decorrida a 24 de junho de 1128 e decisiva para a fundação de Portugal como reino independente.
Nessa reunião, o presidente da Grã-Ordem Afonsina, Florentino Cardoso, realçou que a Batalha de São Mamede deve ser olhada como evento de “profundo significado” não apenas para a identidade vimaranense, mas também para a fundação de Portugal, sendo “imperativo” que o feriado municipal se torne numa “celebração vibrante que justifique e sustente o pretendido estatuto de feriado nacional”, deixando de ser “um dia focado apenas em inaugurações de obras municipais”.
O dirigente defendeu ainda “uma cooperação estreita entre o tecido associativo local” e “a clarificação, ou correta interpretação, da natureza jurídica da concessão do Condado Portucalense ao Conde D. Henrique” – deu-se em 1096, por parte do rei de Leão e Castela, Afonso VI.
Já o vice-presidente da associação, Abel Cardoso, adiantou que há em curso um plano de execução de três esculturas itinerantes, representando D. Teresa, o Conde D. Henrique e Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques, que estão a ser produzidas em Guimarães para um périplo por várias cidades, com início naquelas que têm ligações mais fortes às referidas personalidades: D. Teresa na cidade espanhola de Leão, por ser, à época, a capital do reino onde nasceu, D. Henrique na cidade francesa de Dijon, capital histórica da Borgonha, região de onde proveio o conde, e Egas Moniz em Toledo.
O dirigente convidou ainda os presentes “a refletirem o conceito de portugalidade e a definirem a essência de ser português” durante a reunião.