Governo assume em Guimarães objetivo de profissionalizar guarda-rios
O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, comprometeu-se esta sexta-feira a rever a carreira dos guarda-rios, guarda-florestais e vigilantes da natureza, por forma a torná-la “mais coerente e adaptada à gestão e proteção do território”, incluindo a análise do modelo remuneratório e a definição de uma estrutura por categorias.
“Estamos a dar dignidade a quem é o rosto no terreno dos nossos ecossistemas. A nossa visão não se esgota na administração central. Este diploma é um convite direto à administração local, à cooperação para que as câmaras municipais possam olhar para este modelo e dele se apropriarem e encontrarem as soluções necessárias para os guarda-rios. Aquilo que propomos é um referencial de modernidade”, salientou o governante, durante a terceira edição do Encontro Nacional de Guarda-rios, promovido esta sexta-feira pela Vitrus Ambiente, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF).
O governante abordou também o programa “Pró-Rios”, que prevê um investimento de 180 milhões de euros até 2030 para o restauro de rios e ribeiros, defendendo a importância de valorizar o território, não apenas na sua preservação, mas também no usufruto sustentável dos recursos hídricos, e reconheceu a Guimarães “a ousadia de querer e de ser Capital Verde Europeia” em 2026.
Já o vereador do Ambiente do Município de Guimarães, Alberto Martins, salientou a importância da função dos guarda-rios, considerando que esses operacionais “fazem o que nenhum mecanismo automático consegue substituir”. Defendeu ainda o reforço e a valorização contínua deste trabalho e sublinhou que a conjugação entre ciência, operação e gestão tem permitido afirmar Guimarães como Capital Verde Europeia, destacando o papel do Laboratório da Paisagem, da Vimágua e o investimento municipal na expansão das ecovias e na limpeza das linhas de água.