Exposição da Muralha retrata paisagens vimaranenses no jardim de Vila Flor
O início formal da edição de 2026 das Gualterianas dá-se nesta quarta-feira, com a inauguração da exposição “Memórias da Paisagem”, criada a partir da coleção de fotografia da Muralha, associação de Guimarães para a defesa do património.
Assim intitulada, a mostra explora “a memória dos espaços verdes, em contexto urbano e rural, a agricultura, a transformação da paisagem ao longo dos últimos 100 anos, destacando, entre outras, as transformações do Palácio de Vila Flor, que acolhe a exposição, mas também na Colina Sagrada”, na antecâmara das comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, lê-se no comunicado da associação.
Os jardins do Palácio de Vila Flor são a peça central da exposição, pensada para um “cenário próprio e encantador, que necessita de ser melhor conhecido e fruído pela população” e por quem visita a cidade. “O jardim citadino que bordeja o palácio setecentista ficará assim, nesta exposição, mais visível e ainda mais acessível com a abertura dos portões inferiores”, acrescenta a nota.
A exposição fotográfica, Memórias da Paisagem, mergulha, uma vez mais, na Coleção de Fotografia da Muralha, cuja maior parte das imagens têm como autor Domingos Alves Machado (1882-1957), fundador da casa de fotografias Foto-Elétrica Moderna, cujo edifício ainda hoje se situa na Avenida D. Afonso Henriques. Foi um artista, mas, igualmente, um empreendedor que fundou, entre outros projetos, a Garagem Avenida.
A mostra é inaugurada às 18h30 e estará patente até 29 de setembro. Às 18h45, a Orquestra de Guimarães proporciona, no mesmo local, o concerto "Ecos das Estações", um concerto que “estabelece um diálogo entre a música e a paisagem, convidando o público a celebrar a natureza, a memória e o património do território”, adianta o Laboratório da Paisagem, em comunicado.
“De acesso gratuito, esta atuação pretende proporcionar um momento de encontro entre cultura e sustentabilidade, reforçando o compromisso da Guimarães 26 em aproximar a programação cultural da comunidade e promover a participação de todos”, acrescenta a entidade.