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Escola-hotel com acréscimo orçamental antes da inauguração em julho

Tiago Mendes Dias
Política \ segunda-feira, junho 22, 2026
© Direitos reservados
Município aprova terceiro contrato de trabalhos a mais para a infraestrutura do IPCA, com uma derrapagem de 1,1 milhões de euros. Ricardo Costa questiona rigor e Araújo projeta inauguração para breve.

A Câmara Municipal de Guimarães vai gastar mais 1,1 milhões de euros do que os 15,5 inicialmente previstos na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), após aprovar esta segunda-feira, por unanimidade, uma modificação no contrato para substituir os equipamentos hoteleiros contemplados no projeto executado há mais de cinco anos, que entretanto “ficaram descontinuados ou obsoletos”. Embora a aquisição dos equipamentos esteja a cargo do IPCA, a alteração exige mudanças na distribuição dos espaços previstos na escola-hotel, o que requer trabalhos a mais de 146.445 euros.

Adjudicada em junho de 2023 e iniciada em outubro desse ano, com um prazo de execução de dois anos, a obra contou duas modificações contratuais anteriores: a primeira, de 672 mil euros, foi aprovada em 16 de junho de 2025 e a segunda em 29 de setembro de 2025, contemplando um acréscimo de 469 mil euros, mas também a execução de trabalhos a menos em quase 160 mil euros. Contabilizados todos esses valores, a derrapagem orçamental ascende a 1,1 milhões quando o edifício principal da escola-hotel está praticamente concluído e prestes a ser inaugurado.

Embora o PS tenha aprovado a mudança contratual, Ricardo Costa não duvidou da necessidade de se executarem os trabalhos a mais, nem estranhou o aumento do custo, por ser transversal a outras áreas da sociedade, mas estranhou que equipamentos pensados há quatro anos estejam já obsoletos. “Temos de ser rigorosos com as sucessivas alterações aos contratos. São derrapagens conscientes, mas temos de ter rigor com os gastos dos dinheiros públicos”, afirmou, considerando que a obra em causa é “um grande equipamento que faz falta ao concelho, ao distrito, à região e ao país”.

Após a reunião, o presidente da Câmara mostrou-se convencido de que o executivo votou a “última alteração orçamental” e perspetivou que, após a inauguração do edifício para formação, em julho, todo o complexo, que inclui ainda a Casa do Costeado, acompanhada pelo antigo celeiro e por uma construção anexa, esteja a funcionar plenamente em setembro, a tempo do início do ano letivo 2026/27.

"Estamos a contar que, em setembro, todo o complexo esteja pronto a funcionar na plenitude, sendo que naturalmente o prioritário é o edifício que vai servir de base para a formação. Depois, há o edifício do Costeado, que será um equipamento para utilização hoteleira. Esse ficará para um período posterior", referiu.

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