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Encontro literário de Caldas das Taipas homenageia Carlos Poças Falcão

Tiago Mendes Dias
Cultura \ quarta-feira, abril 29, 2026
© Direitos reservados
Poeta vimaranense será escritor em destaque da segunda edição do Thermos, que decorre entre 8 e 9 de maio. Encontro reúne outros cinco oradores, exposições e ainda livro fruto de residência artística.

Depois de Dulce Maria Cardoso na edição inaugural, Carlos Poças Falcão é o escritor em destaque da segunda edição do Thermos, o encontro literário de Caldas das Taipas. Autor de obras como “A nuvem” (2000) e “Sombra silêncio” (2018), essa considerada o melhor livro de poesia do ano pelo diário Público, o poeta é o orador de uma conferência marcada para as 11h00 de 9 de maio, um sábado, antes de ser inaugurada uma placa evocativa no jardim da Avenida da República, numa cerimónia acompanhada pelo grupo de teatro ATRAMA, que vai ler alguns trechos da sua obra, e pelos utentes do espaço de convívio sénior da Junta de Freguesia, responsáveis pela parte musical.

Esse momento assinala o encerramento de uma iniciativa organizada a meias, pela Taipas Turitermas e pela Junta de Freguesia, que começa na sexta-feira de manhã, com uma oficina de escrita de Rui Sobral e uma oficina de ilustração de Patrícia Ferreira nas escolas básica e secundária. Esse duo protagonizou uma residência artística que vai culminar no lançamento de um livro sobre a vila termal, nos Banhos Velhos, às 17h30 de sexta-feira.

Antes, haverá tempo para o painel “O território e a paisagem na literatura” com Ana Marques Gastão, poetisa e crítica literária, que coordena, desde 2009, a revista Colóquio, tutelada pela Fundação Calouste Gulbenkian, e Francisco Coelho Neves, poeta que trabalha em Guimarães – foi diretor da unidade de Educação e Mediação Cultural da cooperativa A Oficina e é agora diretor artístico da Casa da Memória -, às 11h00 de sexta-feira, na Escola EB 2 e 3 das Taipas.

À tarde, Fernando Pinto do Amaral, autor de livros e ensaios, crítico literário e tradutor, com vários prémios do Pen Clube Português, protagoniza a Conversa de Agulheta, Rita Pupo, escritora lisboeta que interliga a poesia e a psicoterapia, é a oradora da Conversa de Vichy, e Filipa Vera Jardim, autora que começou o percurso literário num suplemento do Diário de Notícias e cuja obra está relacionada com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), intervém na Conversa de Vapor.

O programa inclui também uma exposição de artes plásticas, em homenagem ao artista Manuel Cargaleiro, organizada pela Escola Básica da Charneca, e uma exposição de 33 livros de Sousa Costa, escritor com extensa obra que repousou na estância turística das Taipas e escreveu sobre a vila termal durante o século XX, conforme adiantou Carlos Marques, um dos intervenientes na conferência de imprensa decorrida nesta sexta-feira, a par de Pompeu Martins, diretor artístico do Thermos, e de Augusto Mendes, presidente da Junta de Freguesia.

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