Dimensão física do Casa Pia exige Moreirense atento – Botelho da Costa
A principal dificuldade do Moreirense na visita ao Casa Pia, marcada para este domingo, às 18h00, em desafio referente à 24.ª jornada da Liga Portugal Betclic, é muito fácil de identificar, considera Vasco Botelho da Costa. “Até a olho se vê”, frisou, durante a conferência de imprensa de antevisão. Trata-se da diferença de estatura física média entre os jogadores da equipa de Moreira de Cónegos e os atletas do emblema lisboeta, que, em vários casos, supera os 1,85 metros de altura.
"Será um jogo de grandes dificuldades. Estatisticamente é uma equipa que está no top-3 das que mais ganha primeiras bolas e segundas bolas. É uma equipa muito física, muito difícil, mas os jogos ganham-se de diferentes formas. Sabemos no que somos bons e queremos reduzir esse impacto da dimensão física, que se pode acentuar com o decorrer do jogo. O Casa Pia é hoje uma equipa mais alegre, mais crente, foi a única equipa a ganhar ao FC Porto na Liga”, projetou o técnico de 36 anos.
A chave para o Moreirense contornar tamanhos desafios proporcionados por uma equipa que se tornou mais “objetiva e prática” sob o comando técnico de Álvaro Pacheco é mostrar-se competente nos vários momentos do jogo, tenha a bola ou não.
“Se rejeitarmos a pressão, os jogadores vão jogar porque têm qualidade para o fazer. Temos de estar muito alerta, compactos, temos de reduzir ao máximo as situações de um contra um. Ao mesmo tempo não podemos ficar passivos e expectantes porque podemos igualmente passar por dificuldades. No momento ofensivo temos de colocar a bola a andar depressa. Será jogo de muita exigência, de muita concentração, temos de decidir rápido e executar bem. Esperamos que o campo possa estar em boas condições para favorecer o jogo”, descreveu.
A partida no Estádio Municipal de Rio Maior será a primeira desde que Yan Lincon contraiu uma lesão no gémeo da perna esquerda, que o vai afastar dos relvados por cinco semanas, no mínimo. Apesar das opções para a posição de ponta de lança estarem reduzidas a Luís Hemir, Vasco Botelho da Costa vê a circunstância como uma oportunidade para adaptação.
“É algo que pode acontecer nas nossas épocas. Não fujo muito à minha maneira de ser, temos de estar preparados para lidar com estas soluções, olhar para isto do ponto da vista da solução. É uma oportunidade para o Luís e para nós como equipa técnica para trabalharmos um plano B. São adversidades que nos podem fazer crescer. Temos a máxima confiança nas soluções trabalhadas”, frisou.