Convívio promove mais uma edição da Casa Aberta
Durante 12 horas consecutivas — das 16h às 4h —, a sede do Convívio será palco da terceira edição da Casa Aberta, com quatro momentos de experimentação artística — música, performance, artes visuais e cenografia — que ocuparão todo o edifício, revelando espaços já conhecidos e outros abertos especificamente para a programação, informa a associação cultural em nota de imprensa.
As portas abrem-se às 16h00 para exibir uma intervenção do TRAVE Coletivo, relativa às “tensões físicas e temporais” entre o edifício-sede datado do século XVII, que “segue a tipologia característica das casas burguesas da cidade” e convive hoje com “uma realidade social profundamente distinta daquela que lhe deu origem”, e a associação Convívio, através da “introdução de peças construídas com materiais contemporâneos, deliberadamente contrastantes com a imagem histórica do edifício”.
À mesma hora, estará patente a Coleção Maria José Laranjeiro, em que “obras doadas à coleção dialogam com criações mais recentes, estabelecendo uma ponte entre momentos iniciais e fases atuais dos respetivos percursos”.
Às 16h30, há lugar a uma oficina de luz e sombra com dinamização de Francisca Silva, “comunicadora de ciência dedicada a aproximar conhecimento, comunidade e criatividade, esta oficina convida os mais novos a despertar a curiosidade científica através da experimentação”.
A música afirma-se a partir das 18h00, com Femme Falafel, nome artístico de Raquel Pimpão, a apresentar o seu primeiro álbum de estúdio, Dói-Dói Proibido. “Entre acordes malandros, trocadilhos de mão jovem e um glamour desajeitado, constrói um universo onde a tolice é celebrada e a fatalidade não tem lugar cativo”, descreve a nota de imprensa relativa à artista das Caldas da Rainha.
A Casa Aberta prossegue com a “Festa do Pijama”, “uma performance musical para abanar rotinas, trocar o previsível pelo inesperado e transformar o sábado num espaço de descoberta”, às 22h00, e os DJ set de Rui Araújo, inspirado pelos sons de Portugal, Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e Brasil, às 00h00, e de One Imaginary Boy, que apresenta, a partir das 02h00, o pós-punk, new e cold-wave, dream-pop, shoegaze e indie-rock que explorou nos programas de autor emitidos na Rádio Universidade de Coimbra.
A Casa Aberta, ciclo que apresenta a terceira de quatro sessões previstas, propõe “novas formas de encontro entre comunidade, criação e território, diluindo fronteiras entre sócio e cidadão e reforçando o papel destes espaços no desenvolvimento cultural da cidade”, vinca a associação Convívio.