Contrastes na Luz apagam personalidade vitoriana
No meio de uma fase turbulenta e frente a um dos “grandes” na sua casa, adivinhava-se uma missão hercúlea para os conquistadores. Embora o Benfica tenha dominado o encontro até ao golo inaugural, o Vitória não desmoralizou e cresceu em campo, mas acabou a primeira metade em desvantagem. Depois do reatar do encontro, os branquinhos continuaram a criar dificuldades às águias, mas acabaram castigados com mais dois golos.
Gil Lameiras queria inverter a onda negativa de resultados da sua equipa e para isso decidiu promover quatro alterações no onze inicial, relativamente ao jogo da sua estreia. O maior destaque recaiu sobre o jovem extremo Miguel Nogueira, de 21 anos, que saltou para a titularidade quatro meses depois, após a goleada (4-0) frente ao Mortágua para a Taça de Portugal.
Nos primeiros minutos, o Benfica foi superior, mas sem criar grande perigo à baliza vitoriana. Contudo, ao quarto de hora Samu foi apanhado desatento em zona proibida por Richard Ríos e o médio colombiano conduziu o esférico até ao último terço, onde encontrou Prestianni que inaugurou o marcador.
O Vitória queria responder, mas nos momentos seguintes e apesar do domínio na posse de bola, não conseguia furar a defensiva encarnada. Mas entretanto estiveram muito perto de igualar o resultado, após um cruzamento de Tony Strata para Nélson Oliveira, que viu o seu desvio sair a rasar o poste direito de Trubin. Viam-se os conquistadores a crescer em pleno Estádio da Luz.
Charles ainda foi chamado a intervir com uma boa defesa ao disparo de Schjelderup, antes de o árbitro mandar ambas as equipas para os balneários.
A segunda metade arrancou com a formação vimaranense a recusar baixar a guarda. O empate esteve perto de aparecer pelos pés de Miguel Nogueira, que num remate em arco obrigou Trubin a uma intervenção com o pé. Contudo, aos 55 minutos, a história da primeira parte repetiu-se: erro desta vez de Mukendi que viu novamente Richard Ríos roubar a bola e a servir Pavlidis para o 2-0, num balde de água gelada para as aspirações do Vitória. Dois minutos depois, Samu respondeu com um remate de fora de área, mas o guardião das águias defendeu.
A turma de Gil Lameiras estava bem em campo e ia dificultando as águias. Procuraram por diversas vezes a baliza oponente, mas nunca encontraram o remate certeiro. E como se não bastasse, a desvantagem viria a aumentar aos 74 minutos, quando após um cruzamento de Alexander Bah, Mukendi empurrou a bola para dentro da própria baliza.
O sentido do jogo inverteu-se e a formação de José Mourinho ainda esteve perto de chegar ao quarto golo, mas o resultado ficou selado pela diferença de três golos. O Vitória saiu da capital sem nenhum ponto, mas com uma exibição bem conseguida, porém castigada por erros fatais que viriam a ditar o desfecho do encontro.
A próxima partida dos vimaranenses para o campeonato é a receção ao Tondela, agendada para depois da paragem das seleções, ainda sem horário marcado.