Chega questiona reposições da cruz no padrão, da espada e do teleférico
A ausência da cruz no Padrão de D. João I – também conhecido como Padrão de São Lázaro -, após aparecer partida em 30 de julho de 2024, a ausência da espada na estátua de D. Afonso Henriques esculpida por Soares dos Reis e o encerramento do teleférico que liga a cidade e a Penha motivaram questões por parte do vereador do Chega na mais reunião do executivo municipal decorrida na segunda-feira.
"Passados quase dois anos, não temos informações claras sobre o ponto em que se encontra a recuperação do monumento, nem sobre medidas concretas que a Câmara Municipal possa ter programado ou agendado. Existe um planeamento definido, com prazos e responsabilidades para que este património seja efetivamente restaurado?", disse Nuno Vaz Monteiro, a propósito da cruz do padrão classificado como Monumento Nacional desde 1910.
O vereador perguntou também se há alguma previsão para a reposição da espada na escultura de Soares dos Reis, inaugurada em 1887 e posicionada junto ao Monte Latito desde 1940, depois de, a 21 de novembro de 2025, ter sido retirada pela “necessidade de salvaguarda do património”, após o desaparecimento de um elemento essencial à sua estabilidade e integridade.
Quanto ao teleférico da Penha, encerrado desde o início do ano, Vaz Monteiro lembrou que o prazo previsto para a reabertura era a primeira quinzena de março e criticou o timing de reforço da infraestrutura, em ano de Capital Verde Europeia (CVE) e de um possível acréscimo de afluência à montanha, embora reconheça “a necessidade de acautelar a segurança da infraestrutura e dos seus utilizadores”.
Procedimentos estão a decorrer
Perante as questões lançadas pelo representante do Chega no executivo, o presidente da Câmara adiantou que o procedimento para a reabilitação do Padrão de D. João I já foi lançado, embora o processo tenha contornos complexos, devido ao valor patrimonial do bem destruído. Quanto à espada de D. Afonso Henriques, Ricardo Araújo realçou que o processo de contratação de serviços para restauro e reposição da espada no local devido avançou neste mês.
O autarca reconheceu ainda que há um atraso no processo do teleférico, devido a “peças com uma especificidade grande”, que demoram algum tempo a chegar dos fornecedores e que visam assegurar a segurança do equipamento e das pessoas que o utilizam.
“Há um atraso naquilo que foi previsto inicialmente. Segundo a informação que tenho, as coisas estão a decorrer com normalidade. Espero, a muito breve prazo, que o teleférico entre em funcionamento em condições de segurança”, disse.