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Centro Cultural Vila Flor vive fim de semana de dança contemporânea

Redação
Cultura \ quinta-feira, outubro 01, 2026
© Direitos reservados
Marga Alfeirão apresenta “KITADA”, peça que aborda os saberes e as relações femininas com a natureza, na sexta-feira. No sábado, sobe ao palco “A luminosa violência da perfeição”, de Daniel Matos.

A memória, o desejo, a juventude e as transformações impostas pelo tempo estarão inscritas nos corpos que se expressam através da dança contemporânea no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), na sexta-feira e no sábado.

O fim de semana de dança arranca na sexta-feira, às 21h30, com “KITADA”, nova obra coreográfica de Marga Alfeirão e criação vencedora da quarta edição do Projeto CASA, que contará com três bailarinas no palco do Pequeno Auditório do CCVF para evocar a “desflorestação massiva do século XV para a construção das frotas coloniais e as “consequências desse processo sobre os saberes e relações femininas com a natureza, os sonhos e as paisagens”.

Em "KITADA", Marga Alfeirão investiga as trajetórias da "manha feminina" a partir de relatos dos Recolhimentos do Desagravo de Montemor-o-Novo, do Conselho das Tias e das objeções de consciência do Hospital de Évora às interrupções voluntárias da gravidez, refere o comunicado da cooperativa municipal A Oficina.

Influenciada pelas sonoridades e danças da diáspora africana em Lisboa, a coreógrafa constrói uma linguagem híbrida e afirmativa, onde o erotismo, as memórias afetivas geracionais e o prazer surgem como formas de resistência e de resgate, lê-se ainda.

A criação prossegue a investigação da coreógrafa sobre corpos, desejos e memórias, depois do dueto "LOUNGE". Os bilhetes para "KITADA", espetáculo coproduzido por A Oficina, O Espaço do Tempo e Cineteatro Louletano, no âmbito do Projeto CASA, com apoio da rede Be My Guest, têm o valor de 7,50 euros.

No dia seguinte, também às 21h30, o Grande Auditório Francisca Abreu acolhe "A Luminosa Violência da Perfeição", uma peça em que Daniel Matos parte da obra de "Pavana para uma Infanta Defunta", do compositor e pianista francês Maurice Ravel para expressar “o confronto com a passagem do tempo, a velocidade, a memória e a própria ideia de futuro”.

“Entre cavalarias, corpos jovens, cavalos e éguas selvagens, a criação questiona a possibilidade de escapar a um futuro já anunciado, num movimento contínuo entre a vida, a morte e a transformação”, lê-se.

Coreógrafo, performer e artista plástico, Daniel Matos desenvolve um trabalho multidisciplinar onde o corpo é entendido como campo biográfico e o presente como espaço político, de transgressão, ritual e afeto.

Com um percurso internacional enquanto criador e intérprete, e depois de criações como "Vara" (2022) e "A Pedra, A Mágoa" (2024), e várias distinções relacionadas, Matos apresenta agora uma nova obra com cocriação e interpretação de Lia Vohlgemuth, Joana Simões, Claudio Murabito, Margarida Paiva, Florencia Martina e Nuno Velosa, bem como música original de Joana Guerra.

Os bilhetes para a obra coproduzida pelo Teatro das Figuras, pelo Centro Cultural Vila Flor, pelo Cine-Teatro de Torres Vedras, pelo Teatro Municipal da Covilhã e pelo Município de Lagos têm um custo unitário de 10 euros. O bilhete conjunto para os dois espetáculos custa 12,50 euros.

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