Botelho da Costa: “Ter muita maturidade tática e disponibilidade mental”
Sem esquecer o propósito de ver o Moreirense competitivo em todos os jogos, a lutar sempre para ganhar, Vasco Botelho da Costa admitiu que espera aos seus pupilos um “jogo difícil” no sábado. O adversário é o bicampeão nacional e vice-líder da tabela, Sporting, um “adversário fortíssimo” que vai obrigar os cónegos a mostrarem-se “muito solidários e competentes” ao longo dos 90 minutos.
“É uma equipa muito forte sim. Não é invencível. Não acredito nisso de haver equipas invencíveis. Temos que ter muita maturidade tática, obviamente, muita disponibilidade mental e coragem”, vincou o treinador, na antevisão ao desafio marcado para as 18h00, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.
Para o técnico, a receção à equipa treinada por Rui Borges, capaz de ser “muito forte por fora”, “por dentro” e “agressiva e forte na profundidade”, é um teste à maturidade da sua equipa e à capacidade para evitar erros infantis que desbloquearam outros jogos a favor dos adversários.
Vasco Botelho da Costa desvalorizou ainda o facto de o Sporting ter ganhado os jogos mais recentes nos minutos finais, tendo lembrado que o adversário de sábado tem criado sempre cinco, seis ou sete oportunidades de golo em cada partida, no mínimo.
“O que faz a diferença tem a ver aqui com uma diferença de intensidade, uma diferença de andamento, uma equipa com jogadores fisicamente muito evoluídos, habituada a grandes intensidades, a grandes palcos, que nós não somos. Essa dimensão pode entrar nos últimos minutos. Não vamos olhar para isso como um possível problema, mas como uma oportunidade de crescer e de fazer melhor”, referiu.
Sexto classificado, com 33 pontos, o Moreirense está a um triunfo de garantir matematicamente o principal objetivo da temporada, a permanência na divisão principal, algo que ambiciona conseguir no próximo sábado, com um triunfo perante o Sporting, sabendo que o empate não chega.
“Este novo projeto do Moreirense é um projeto que, a médio prazo, quer-se afirmar como uma equipa que deixa de ter como objetivo principal a manutenção. Podemos lutar consecutivamente pela metade cimeira da tabela. Agora, é um projeto que leva tempo, é algo que não se consegue numa época. Caso consigamos atingir o nosso primeiro grande objetivo, que vamos fazer tudo por tudo para que seja já no sábado, seguramente que teremos novas metas para nos orientar e para nos guiar. Porque há uma coisa que nós nunca vamos deixar de ter, ambição”, esclareceu.
O técnico referiu ainda que, a ausência de Diogo Travassos, jogador emprestado pelo Sporting, é “uma oportunidade para alguém mais aparecer” no embate com a formação que ostenta o melhor ataque do campeonato – 56 golos. “Vamos entrar com 11 e ter 20 jogadores no total. Já sabemos há muito tempo que o Diogo não ia ser solução para este jogo. É algo que encaramos com naturalidade. O importante é, espero eu, começarmos e acabarmos com 11”, realçou.