Botelho da Costa espera jogo no detalhe em Famalicão e louva aposta sub-23
O Moreirense FC atravessa um ciclo de seis jogos sem triunfos na Liga Portugal Betclic e de três jogos sem qualquer golo marcado, mas o principal foco do plantel no dia a dia tem de ser o futebol exibido em campo, mais do que o resultado, realça o treinador dos cónegos, Vasco Botelho da Costa, na antecâmara da visita a Famalicão, na abertura da 29.ª jornada, marcada para sexta-feira, às 20:45.
“Independentemente de o Famalicão estar a lutar por algo mais, iria sempre ser um jogo tremendamente difícil, contra uma equipa bem orientada. Não acho que haverá grandes surpresas de parte a parte, vai ser seguramente um jogo decidido no detalhe. Quem for melhor a fazer aquilo que costuma fazer, vai conseguir ter sucesso. Não vale a pena enumerar a fantástica qualidade individual do plantel do Famalicão, o trabalho com o Hugo também está a fazer, que é notável”, referiu, ao projetar o desafio.
O técnico realça que, apesar das diferenças táticas entre o jogo da semana anterior, com o Sporting de Braga (derrota por 1-0), e o encontro de sexta-feira, embora a exigência competitiva seja, à mesma, elevadíssima.
“Do ponto de vista da competitividade, temos de ser muito eficazes no momento em que saltamos à pressão. Não podemos dar o mínimo espaço, porque o Famalicão tem jogadores com capacidade para resolver problemas. Vai seguramente ser um grande desafio”, referiu, confirmando ainda o regresso de Yan Lincon como opção para o eixo do ataque.
A propósito da eventual entrada do Moreirense na Liga Revelação como uma equipa sub-23, Vasco Botelho da Costa, que foi bicampeão dessa prova pelo Estoril Praia, elogia essa opção, por entender que a transição para a equipa principal é mais fácil a partir daí.
“Várias opções neste plantel teriam beneficiado muito de poder ter mais competição do que aquela que tiveram, porque nem sempre é fácil equilibrar aquilo que é a necessidade extrema de resultados com o espaço que esses meninos precisam. Neste momento temos alguns atletas que estão a ser lançados, não digo de forma prematura, mas quase com a pressão de serem eles a resolver os problemas, por exemplo, nesta fase onde não estamos tão bem. Acho que, de certa forma, não é benéfico”, frisou.