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Basquetebol: na hora decisiva, Vitória só pôde contar consigo

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, abril 25, 2026
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Excelente exibição com Oliveirense ditou uma vitória inglória, já que, apesar de selar a manutenção, foi insuficiente para alcançar play-off, face às derrotas de Sporting e FC Porto.

O Vitória SC entrou para a 22.ª e última jornada da Liga Betclic masculina de basquetebol na 10.ª e antepenúltima posição, ainda com possibilidade de descer ao segundo escalão da modalidade, mas os 40 minutos do derradeiro jogo bastaram-lhe para carimbar a permanência, com um triunfo sobre a Oliveirense, por 84-74. Foram, contudo, insuficientes para garantir nova presença no play-off do título.

A manutenção vitoriana nunca esteve em dúvida, apesar de o Vasco da Gama ter estado na frente em Lisboa, perante o líder Benfica, antes de claudicar e perder por 103-70. Já a decisão do acesso ao play-off precisou de esperar até ao último segundo do último jogo a terminar para se saber quem marcaria presença na fase decisiva do campeonato. Do Algarve, chegou um resultado contrário às ambições vitorianas, já que o Imortal derrotou o Sporting por 64-61, carimbando assim o sexto lugar da fase regular, à frente do Sporting de Braga, que venceu a Ovarense, e assegurou o sétimo lugar. Era então preciso que o FC Porto derrotasse o Esgueira. O resultado ao intervalo (50-37) parecia indiciar um triunfo tranquilo dos dragões, mas a recuperação aveirense no segundo tempo relançou o encontro, culminando na reviravolta durante o quarto período. O resultado manteve-se em aberto até à última buzina, mas o Esgueira levou a melhor, por 86-85, assegurando o oitavo lugar e a última vaga no play-off. O Vitória, por sua vez, teve de se contentar com o 10.ª posição, que dita o encerramento precoce da temporada.

No regresso ao Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, o principal segredo para o feito foi o compromisso coletivo exibido pelos pupilos de Miguel Miranda, assente numa defesa robusta, a bloquear muitos dos caminhos para o cesto. Garantida essa solidez, o Vitória teve gradualmente os pontos que lhe permitiram afastar-se da Oliveirense, quinta classificada da tabela, e selar um triunfo confortável, por 84-74. A mobilidade vitoriana no ataque, obrigando o conjunto vermelho e azul a fazer sucessivas faltas, revelou-se decisiva: os anfitriões marcaram mais 10 pontos da linha de lance livre (21) do que a Oliveirense, após terem somado os mesmos pontos nos lançamentos de dois e de três pontos.

A equipa trajada de branco demorou algum tempo a ajustar marcações, razão pela qual o ex-vitoriano André Bessa somou três triplos nos primeiros quatro minutos. Após a igualdade a 14 pontos, estabelecida a quatro minutos do fim do período inaugural, os comandados de Miguel Miranda descolaram, enfim, no marcador: Chaunce Jenkins e Simão Verde mostraram-se particularmente produtivos nessa fase, antes de Samuel Peek garantir uma diferença superior a dois dígitos (29-18) ao soar da buzina para a primeira pausa, num triplo em esforço.

O Vitória perdeu eficácia ofensiva no segundo quarto, mas montou uma autêntica redoma em torno da tabela que defendia, obrigando a turma de Oliveira de Azeméis a lançamentos exteriores com pouco espaço que falhou na sua maioria. Os homens de Guimarães chegaram ao intervalo a vencer por 44-30 e ampliaram a diferença no terceiro período, marcado pelo início auspicioso de Jasman Sangha, cuja sequência de sete pontos fez a vantagem disparar para os 19 pontos (55-36), com sete minutos por se jogar nesse quarto.

A partir daí, o Vitória controlou as operações, permitindo ligeiras aproximações da Oliveirense, mas sem perigar a barreira de segurança dos 10 pontos de diferença, a não ser nos segundos finais. O vitoriano Chaunce Jenkins cotou-se como o melhor jogador na quadra, com 25 pontos, sete ressaltos e nove assistências, seguido de perto pelo colega Samuel Peek, autor de 18 pontos e nove ressaltos. Leon Ayres foi o elemento que mais sobressaiu na Oliveirense, ao somar 15 pontos.

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