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Artefactos arqueológicos com mais de três mil anos encontrados em Guimarães

Redação
Cultura \ quarta-feira, julho 01, 2026
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Obras na nova Residência Universitária do AvePark desenterraram 19 rochas com gravuras pré-históricas, datadas entre o III e o I milénio a.C. A descoberta não irá comprometer as obras em curso.

Durante as obras de construção da nova Residência Universitária do AvePark, foi revelado um importante conjunto arqueológico, composto por 19 rochas gravadas com motivos pré-históricos. Esta identificação, realizada no decurso dos trabalhos de movimentação de terras, não irá colocar em causa o agendamento da obra.

O achado junta-se a outras seis rochas gravadas que já tinham sido identificadas anteriormente pela arqueóloga Daniela Cardoso, no âmbito de trabalhos académicos e projetos desenvolvidos pela Sociedade Martins Sarmento.

Os vestígios agora descobertos apresentam diversas características como covinhas, linhas serpentiformes e representações de figuras humanas e animais. Segundo a análise dos investigadores, estas gravuras remontam a um período compreendido entre o III e o I milénio a.C., oferecendo novos dados sobre a ocupação humana pré-histórica em Guimarães.

Para além das rochas gravadas, as escavações têm descoberto vestígios de antigas estruturas habitacionais. As suas verdadeiras funções ainda estão por descobrir por parte dos arqueólogos, que continuam a investigar o objeto milenar.

O seu estudo será aprofundado ao longo dos próximos meses, sendo um ativo fundamental, não só pelo seu valor científico, mas também como mais um recurso para o ensino da história e da cidadania local, desempenhando um papel importante na dinamização do turismo cultural e na afirmação da identidade patrimonial da cidade berço.

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