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António Miguel Cardoso demite-se da presidência do Vitória

Rodrigo Martins
Desporto \ terça-feira, abril 14, 2026
© Direitos reservados
Esta manhã, o dirigente anunciou a sua demissão do clube, após pouco mais de um ano da sua reeleição para o cargo, confirmando que não se irá recandidatar às eleições agendadas para 13 de junho.

A 30 de agosto de 2025, António Miguel Cardoso, depois do empate caseiro frente ao Arouca (1-1) na quarta jornada da Liga, tinha lançado a promessa: "Se não ficarmos no quinto lugar, vou embora". Com os lugares europeus praticamente inalcançáveis em abril de 2026, o presidente cessante do Vitória apresentou esta terça-feira, em conferência de imprensa, a sua demissão do cargo, que exercia já desde 2022 e para o qual tinha sido reeleito a 1 de março do ano passado. As eleições estão marcadas para 13 de junho, às quais declarou que não se irá recandidatar.

"De acordo com aquilo que prometi no início da época, e como já são reduzidas as hipóteses de o Vitória Sport Clube terminar o campeonato em quinto lugar, vou entregar ao presidente da Assembleia Geral a minha carta de demissão. Estou certo de que em quatro anos e meio esta Direção engradeceu o clube a vários níveis, mas foi um trabalho de equipa para o qual muitas pessoas contribuíram num contexto de dificuldades financeiras.", afirmou ao lado dos vice-presidentes da direção.

Em comunicado, o dirigente de 49 anos agradeceu à massa associativa do clube por acreditarem no trabalho da respetiva direção, sublinhando o aumento do número de sócios e de lugares anuais vendidos. "O Vitória SC evidenciou um crescimento assinalável em número de associados, contando atualmente mais de 30 mil, e registou um aumento de 33,4% em número de lugares anuais vendidos."

Enalteceu o trabalho realizado na formação, mais concretamente os títulos e recordes estabelecidos, assim como os diversos jogadores que foram convocados às seleções jovens e que chegaram à equipa principal. "O desenvolvimento da formação era um dos principais desígnios da minha Direção e, tal como se pretendia, foram criados alicerces para que essa aposta possa ser contínua. Há novas condições de trabalho, construiu-se uma estrutura e os resultados estão à vista, com o clube a fixar nesta temporada um recorde de 34 atletas chamados a seleções nacionais jovens", declarou acrescentando que o clube está preparado para "recolher importantes frutos dessa aposta na formação".

Relativamente ao futebol profissional, realçou as três qualificações europeias consecutivas, entre 2022 e 2024, algo conseguido apenas uma vez na história do emblema vitoriano, na década de 1980. Recordou a conquista desta época da Taça da Liga, somada aos outros dois títulos nacionais, num trajeto onde derrotou o FC Porto, Sporting e na final, o Braga. "O Vitória bateu o recorde português de triunfos consecutivos nas provas da UEFA em 2024/25, com nove vitórias seguidas, somando na mesma temporada 13 jogos europeus sem derrotas, com dez vitórias e três empates.", referiu, relembrando também o recorde de pontos atingido no campeonato durante a temporada 2023/2024 (63).

Após mostrar-se convicto de que o atual técnico da equipa A, Gil Lameiras, "ainda vai dar muitas alegrias aos sócios e que o seu trabalho terá um impacto muito positivo no futuro", o ainda líder dos conquistadores dirigiu mais agradecimentos a Miguel Maga pela "lealdade, empenho e dedicação" ao Vitória e para a equipa feminina, assim como para todos aqueles que fazem parte das modalidades, apontando o polo aquático como "um caso exemplar de persistência", dadas as suas conquistas a nível distrital e nacional.

Reconheceu ainda o trabalho desenvolvido pelos colaboradores do clube, com menção especial a Bruno Matos, e da sua direção. "Agradeço o apoio e colaboração dos meus pares na Direção, Nuno Leite, José Eduardo Viamonte, Rui Rodrigues, Silvério Alves e Pedro Meireles, e de todos os que compõem os Órgãos Sociais do clube, em especial o doutor Henrique Faria por ter sido um amigo e um importante farol."

No final, garantiu uma gestão responsável até ao término do seu mandato: "Garanto que continuaremos a defender os interesses do Vitória e a geri-lo com responsabilidade, com um foco claro no equilíbrio desportivo e financeiro, tendo como objetivo encerrar o exercício com contas equilibradas. A minha paixão e amor pelo clube vão manter-se, de resto, para sempre."

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